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Muito além da infraestrutura, Aruba aposta em experiência do usuário e segurança

Empresa da HPE avança em sua estratégia de desenvolver projetos que agregam mais do que conectividade

05 de Março de 2018 - 10h31

Conhecida no mercado por ser uma empresa de conectividade e de rede, a Aruba, uma companhia Hewlett Packard Enterprise (HPE), está provando que pode ir muito além da infraestrutura, agregando à sua oferta experiência do usuário e segurança da informação.

Um exemplo emblemático desse posicionamento foi o case RIOGaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, que foi além da implementação de infraestrutura e agregou um app à experiência para traçar a rota que o passageiro deve percorrer para chegar ao seu portal de embarque, lojas e restaurantes.

Outro exemplo foi o Magazine Luiza, que implementou Wi-Fi em suas lojas para que seus funcionários pudessem fazer pedidos para os clientes diretamente de seus smartphones. “Conseguimos fazer com que um projeto de infraestrutura se transforme em pilar de negócios”, conta o country manager Brasil da Aruba, Eduardo Gonçalves (foto). “Nossa proposta é agregar muito além do básico”, completa ele. E já está no forno outro projeto nesse sentido, na área de educação, adianta.

A evolução da sua estratégia está associada à própria evolução do mercado, que demanda integrar importantes capacidades à sua oferta. Além disso, o fato de a Aruba ter sido comprada pela HPE, e mantida como unidade de negócios independente, fortaleceu o posicionamento da empresa e a forma que ela vai ao mercado. Do outro lado, a HPE também viu suas vendas em redes crescer sobremaneira. Foi, de fato, um bom negócio para ambos os lados.

Aquecimento do mercado

Gonçalves aposta suas fichas na retomada do crescimento do mercado. Ele observa que projetos que estavam parados começam agora a sair do papel. “Com esse cenário positivo, nosso objetivo para este ano é crescer em market share no Brasil. No ano passado, o salto foi 12%”, comemora ele.

A demanda vem ancorada na necessidade por mobilidade, seja da força de trabalho, cada vez mais móvel, ou pelo desejo de empresas de setores diversos como hotelaria e varejo atraírem clientes com suas propostas de conectividade.

E um dos pilares das ofertas da Aruba, garante o executivo, é a segurança. “A segurança é intrínseca no nosso produto, porque hoje estamos conectando mais coisas à rede. A infraestrutura pode dar um salto exponencial nesse cenário, mas muitas vezes, empresas não pensam no lado de segurança”, alerta.

Parceiros

Com o modelo de negócios baseado 100% nos canais, a Aruba está investindo pesado em seu ecossistema. Hoje, a empresa conta com 25 revendas e cinco distribuidores em solo nacional. E a ideia, segundo Silas Santos, gerente de Marketing de Canais da Aruba, é chegar a 40 revendas ainda neste ano, focando, claro, na qualidade. “No ano passado, fizemos um trabalho para awarness e nesse cenário a junção com a HPE foi positiva. Aumentamos revendas para garantir capilaridade e frequência e a ideia é fortalecer a iniciativa”, conta.

Musculatura

Sem dúvidas, reforça Gonçalves, a aquisição da Aruba pela HPE em março de 2015 por US$ 3 bilhões, foi fundamental para os negócios da fabricante. “Ganhamos musculatura”, acredita. Os números comprovam. No Brasil, a Aruba tinha um time de sete pessoas antes da aquisição e depois da compra passou para centenas. “Tivemos salto dos negócios, especialmente em grandes clientes”, resume.