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Montadoras compartilharão dados para evitar que carros sejam hackeados

Grupo formado pelas principais fabricantes de carros dos Estados Unidos compartilhará dados de cibersegurança e melhores práticas

15 de Janeiro de 2016 - 17h46

Algumas das principais fabricantes da indústria automobilística trabalharão em conjunto com o governo norte-americano para tentar deter o cibercrime a carros conectados antes que o tema se torne um problema maior.

Até então, não se tem notícia de grandes ciberataques a carros, mas pesquisadores de segurança demonstraram em 2015 ataques potencialmente perigosos a automóveis, e isso preocupou o governo. E, claro, os usuários.

O Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DOT) espera que a indústria automobilística desenvolva um trabalho de segurança pró-ativa como a que já ocorre na indústria da aviação. O acordo foi assinado pelas principais montadoras no país.

“Segurança de verdade é encontrar e consertar defeitos antes que eles possam prejudicar alguém, ao invés de punir depois que o estrago estiver feito”, disse Anthony Foxx, secretário de transportes dos EUA nessa sexta-feira (15) quando anunciou a iniciativa durante o Salão Internacional do Automóvel que acontece essa semana em Detroit.

Sob os planos, montadoras e o governo desenvolverão melhores práticas para manter carros resistentes a ciberataques, ao mesmo tempo que trabalharão uma melhor forma para colaborar com uma comunidade de pesquisa em cibersegurança.

Fora isso, o grupo buscará formas de melhorar o compartilhamento de informação através de um grupo recentemente formado pela indústria chamado de Auto-ISAC.

Além de encorajar montadoras a continuar compartilhando informações sobre ameaças e vulnerabilidades, o grupo compartilhará contramedidas genéricas usadas para enfrentar ameaças comuns e vulnerabilidades, disse o DOT em comunicado.

A afiliação ao grupo também será aberta a fornecedores de peças automotivas e a pesquisadores que trabalham em veículos conectados e autônomos.