Tecnologias Emergentes

Moedas digitais para lojas virtuais

Apesar da proposta desta moeda casar perfeitamente com oofício de comerciantes da rede, sua adoção deve ser feita com extrema cautela

17 de Janeiro de 2018 - 11h37

Bitcoin. Um assunto que gera muitas dúvidas e empolgação na comunidade do e-commerce. Em 2017, a moeda entrou em evidência. No começo do ano, um Bitcoin era avaliado em cerca de mil dólares, em dezembro valia 10 mil. Chegou a ser cotado acima de 18 mil dólares e, ontem, após uma queda expressiva, voltou ao  patamar de 11 mil dólares. Não tem como não ficar impressionado. Do outro lado do balcão, o nosso, não lidamos com aspectos físicos, além dos produtos, então não é tão complicado adotar essa moeda.

Temos essa vantagem. Existem até mesmo empresas que fazem essa intermediação, semelhantes aos gateways de pagamento de cartões e boletos. Apesar da proposta desta moeda casar perfeitamente com o nosso ofício de comerciantes da rede, devemos fazer tudo com extrema cautela. A adoção de mais uma forma de pagamento significa a abertura de portas, então para que essa experiência seja aproveitada ao máximo, pesquisa em primeiro lugar.

A Vesteer, por exemplo, oferece desde julho de 2017 aos vendedores a possibilidade de sacar seus lucros por meio de bitcoins. É pioneira no Brasil nesse sentido. Nós também já estamos testando para alguns clientes a oferta do bitcoin como meio de pagamento para seus compradores, de forma a se tornar a primeira empresa no Brasil a oferecer a opção bitcoin para seus dois tipos de usuários.

O comércio virtual pode comemorar. A moeda tem tido bastante mídia, justamente pelo seu potencial. Isso já faz com que mais pessoas passem a acreditar nela. A valorização ajuda ainda mais nesse processo, pois mostra que não é algo passageiro e faz com que mais pessoas tenham confiança em comprar bitcoin. Para o e-commerce as pessoas possuindo mais moedas virtuais pode claramente significar aumento de vendas e também de credibilidade da plataforma, visto que o bitcoin é mais fácil de usar do que o pagamento de um boleto por exemplo.

Assim como todos os aspectos que envolvem a logística de uma loja virtual, acredito que o ideal é entender como funciona o processo em sua totalidade. Compreender o fluxo da moeda, como funcionam as carteiras virtuais e como comprar e vender. Basicamente, como funcionam todas as transações.

Com isso podemos trabalhar tranquilamente com a moeda e não ficar dependendo de terceiros para fazer a gestão. Com esse entendimento, basta fechar parceria com algum gateway, como a Bit.One e então iniciar a integração para começar a aceitar a moeda. Vamos utilizar essa facilidade ao nosso favor, o e-commerce já é vanguarda por si só, nos adaptando à todas as tendências fazemos esse meio crescer ainda mais.

(*) Vinícius Andrade é CEO da Vesteer