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Mobilidade democratiza serviços de telessaúde na América Latina

Relatório da 5G Américas destaca que aplicativos móveis e banda larga sem fio podem viabilizar mais serviços médicos na região

23 de Agosto de 2016 - 12h40

As redes de banda larga móvel apresentam uma grande oportunidade para viabilizar a expansão dos serviços de remotos de saúde em áreas rurais e de baixo poder aquisitivo da América Latina. Um estudo da 5G Américas reforça a ideia de que esses serviços constituem uma importante ferramenta para ajudar a sociedade a desenvolver-se econômica e socialmente.

Criando condições para o desenvolvimento e adoção de novas tecnologias de acesso rápido e sem fio (como LTE e LTE-A), os Estados também incrementam o número de entidades que podem se beneficiar de serviços e aplicativos de telemedicina, pondera a associação.

Segundo José Otero, diretor da 5G Américas para a região, conexões sem fio com baixa latência que transmitem dados a altas velocidades poderiam viabilizar esses serviços em situações de processos cirúrgicos ou que precisem de um diagnóstico imediato.

O estudo ressalta a importância de buscar maior participação dos principais agentes do setor de Tecnologias de Informações e Comunicações (TIC) em iniciativas de telessaúde dos governos regionais, ampliando sua participação por meio de conectividade e a criação - ou promoção - de aplicativos e conteúdos para estes fins.

A inclusão de ferramentas móveis de telessaúde será de maior importância a médio prazo, incentivando o desenvolvimento de tecnologias móveis para a Internet das Coisas (IoT), ou seja, a conexão de objetos, máquinas e dispositivos por meio de redes de banda larga móvel, sem a participação humana.

Na visão da associação, esses serviços têm um importante papel na fase de prevenção. "A proliferação recente de aplicativos para controlar e prevenir várias doenças é uma oportunidade para massificar este tipo de prática, principalmente com a crescente penetração de smartphones no mercado", observa.

O documento reforça a importância de aumentar a colaboração entro os governos, o setor de TIC e de saúde para garantir acesso universal aos serviços de saúde. O trabalho em conjunto dos setores publico e privado é necessário para melhorar as práticas relacionadas à saúde, alocando responsabilidades específicas a cada um dos setores envolvidos.