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Millenials já são metade da força de trabalho global e mudam corporações

Pesquisa da LogMeIn mostra que a geração nascida entre 1977 e 2000 rejeita práticas tradicionais e exige flexibilidade das empresas

29 de Julho de 2016 - 17h26

Os millenials, também conhecidos como geração Y, representados por homens e mulheres nascidos entre 1977 e 2000, começam a progressivamente ganhar espaço nas empresas e, segundo pesquisa global realizada pela LogMeIn a partir da ferramenta Join.me, já ocupam metade dos postos de trabalho disponíveis, devendo representar 75% da força de trabalho global em dez anos.

Eles são jovens, hiperconectados, otimistas, conhecem profundamente a tecnologia, são atraídos pela inovação, tem grande poder de compra e são idealistas. Seu perfil e visão de mundo não se enquadra mais no modelo corporativo tradicional de trabalho, que preferem mudar ao invés de se adequar.

"Estas pessoas são motivadas pela autonomia: não são preguiçosos, estão dispostos a trabalhar o quanto for necessário para cumprir uma tarefa, mas ao mesmo tempo desejam ter a flexibilidade de levantar da mesa para dar uma volta na hora que bem entenderem”, comenta Gustavo Boyde, gerente de marketing da LogMeIn para América Latina.

Mais do que ser parte da população economicamente ativa, essa geração quer liderar os locais onde trabalha: mais da metade dos entrevistados revelaram desejar se tornar líderes de equipe ou ocupar o cargo mais alto nas empresas em que trabalham. Mesmo ambiciosos, eles no entanto se sentem pouco reconhecidos: 28% dos entrevistados acreditam que as empresas em que trabalham não aproveitam todas as suas habilidades.

Vida tecnológica

A disposição por usar tecnologia o tempo todo influencia a maneira com que se conectam com seus colegas de trabalho e chefes. Muitas das barreiras que tradicionalmente afastavam as pessoas no mundo corporativo estão sendo quebradas pela combinação de ferramentas de colaboração online, mídias sociais e dispositivos conectados. “Hoje é comum que um estagiário seja amigo no Linkedin do CEO da empresa”, diz Boyde

Totalmente móveis, os millenials fazem dos smartphones a extensão de seus corpos. De ferramenta de comunicação e diversão a plataforma de acompanhamento da saúde física, os smartphones são protagonistas importantes na vida desses jovens em inúmeras atividades do dia a dia e são usados para realizar inúmeras atividades, de compras, a alimentação, finanças, trabalho, transportes, educação, viagens, saúde e vida amorosa.

“Não podemos mais impedir ou achar ruim que um jovem executivo passe uma reunião toda olhando para o celular – é justamente esta conexão que pode fazer com que a conversa seja ainda mais produtiva”, comenta Boyde.

Uso intensivo do smartphone

Nesse terreno, a pesquisa da LogMeIn elencou os principais usos do smartphone em reuniões: 34,6% usam o celular para tomar notas, 47,56% acessam a internet, 16,05% compartilham documentos, 19,44% tiram fotos, 19,74% participam de conferências por áudio, 7,48% participam de reuniões por vídeo, 19,04% confirmam a participação por mensagem, 13,16% participam de uma reunião online, 6,58% usa o celular como segunda tela para complementar uma eventual apresentação e 3,29% conduzem uma reunião pelo celular.

Para atender a essa nova parcela crescente da força de trabalho, as empresas precisam começar a mudar suas práticas. Para a LogMeIn, a lista das mudanças passa por:

· Pesquisar e implementar novas soluções que permitam interações e reuniões virtuais, mesmo que em movimento;

· Escolher ferramentas de trabalho que rodem em dispositivos móveis, inclusive naqueles que não foram nem inventados ainda;

· Pensar no trabalho fora do escritório, com flexibilização de local, e passar a considerar qualquer lugar com Wi-Fi como um local de produtividade corporativa.

· Flexibilizar o horário de trabalho, avaliando os funcionários não por horas de trabalho, mas por projetos concluídos com sucesso.

“Nunca uma geração foi tão além de seus próprios limites de conexão com o mundo como os millennials e, por isso, as empresas precisam encarar esta realidade o mais rápido possível para alocar estes novos e produtivos funcionários”, diz Boyde.