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Migração para nuvem terá impacto cada vez maior nos gastos anuais com TI, diz Gartner

Com os investimentos mudando dos sistemas tradicionais para os serviços em cloud, há um misto de alto risco e oportunidades, diz a consultoria

18 de Abril de 2017 - 14h16

A migração de infraestrutura e aplicações para nuvem terá impacto direto ou indireto sobre uma porcentagem cada vez maior dos investimentos anuais em TI, o que transformará a computação em cloud em uma das forças mais disruptivas nos mercados de tecnologia da informação desde os primórdios da era digital.

Um relatório do Gartner observa que, quando as empresas têm que tomar decisões que envolvem o orçamento de TI, as opções de utilizar serviços em nuvem para projetos novos ou para substituir sistemas existentes causam uma mudança nos investimentos, que migram das soluções de TI tradicionais para cloud. “Isso resulta na alteração para sistemas armazenados em cloud e acontece com mais frequência pela postura de ‘nuvem em primeiro lugar’ que a maioria das empresas está adotando nas decisões sobre o destino de investimentos de TI”, diz o documento.

“Essa orientação para ‘nuvem em primeiro lugar’ continuará a aumentar a taxa de adoção e, consequentemente, a mudança para cloud.  O índice de migração vai variar de acordo com a dinâmica de cada segmento do mercado”, explica Ed Anderson, vice-presidente de pesquisas do Gartner.

Estimativas do Gartner sobre os gastos com TI mostram que a previsão de investimento em sistemas para data centers é de US$ 175 bilhões neste ano, subindo para US$ 181 bilhões até 2020. Os investimentos em serviços de infraestrutura como serviço (IaaS) dos sistemas em nuvem passarão de US$ 34 bilhões neste ano para US$ 71 bilhões em 2020. No fim desse período, esses gastos representarão 39% do total de custos com sistemas para data centers.

“Com as empresas buscando novas arquiteturas de TI e filosofias operacionais, elas se preparam para as novas oportunidades do mundo digital, que incluem soluções de TI da próxima geração como a Internet das Coisas (IoT)”, afirma o analista. “As companhias que estão adotando modelos operacionais dinâmicos baseados em nuvem estão se posicionando para otimizar seus custos e tornarem-se mais competitivas.”

Por essas razões, os fornecedores de serviços e tecnologia precisam ser agressivos ao identificar e aproveitar essas mudanças nos gastos de TI para capturarem novas oportunidades futuras de rendimento e administrarem suas rendas passadas.

“Os fornecedores de todos os tipos devem ficar atentos e ser proativos na busca por oportunidades de expansão relacionadas à nuvem, além de diversificar seus negócios que serão impactados diretamente por essa mudança. Os provedores que não conseguirem administrar de forma correta e a tempo essa transformação serão vítimas dela e não conseguirão aproveitar as oportunidades das soluções que a nuvem oferece”, completa Anderson.