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Migração de serviços para a nuvem e o impacto nas estratégias de TI

A definição da estratégia de rede e conectividade dará ao CIO o fundamento que torna possível a implementação de um modelo em cloud

05 de Fevereiro de 2016 - 07h00

A adoção de serviços na nuvem como SaaS (Software as a Service) e Iaas (Infrastructure as a Service), com o objetivo de trazer mais agilidade e redução de custos para as empresas, tem demandado dos CIOs novas estratégias de comunicações e soluções de conectividade. Uma das prioridades é garantir que a infraestrutura de comunicações esteja preparada para suportar o acesso dos seus usuários a esses serviços com rapidez, segurança e a partir de qualquer lugar.

Segundo dados do Gartner, a mudança no padrão do tráfego corporativo ao se adotar serviços na nuvem, além do maior consumo de conteúdo na Internet e de tráfego de vídeo, vai resultar em um crescimento médio de 28% ao ano na demanda por mais capacidade das redes corporativas até 2017. Além do crescimento do consumo da rede, existem implicações sobre segurança, no controle do consumo da capacidade da rede e da integração da Internet com a rede privada que devem ser consideradas.

Nesse contexto, o executivo de TI deve adotar estratégias para garantir que a decisão de migrar serviços para a nuvem seja executada de forma bem-sucedida. São elas:

• Integrando a rede privada, a Internet e a nuvem em uma rede híbrida

É possível combinar o melhor da Internet – como o seu custo –, e o melhor de uma rede privada – segurança, qualidade de serviço e confiabilidade –, para atender as diferentes demandas corporativas. Atualmente, a Internet pode ser utilizada como um caminho de contingência para alguns escritórios que utilizam uma solução de conectividade dedicada, enquanto outros escritórios podem utilizar somente a rede mundial como um meio de acesso, por exemplo. O critério de decisão vai depender dos requerimentos do negócio no que se refere à sua disponibilidade e desempenho dos serviços, além do orçamento disponível.

• Prever e planejar a mudança do tipo de tráfego e consumo na rede

É fundamental identificar como a utilização da rede será impactada pela adoção de serviços que estejam fora da rede corporativa. As perguntas que devem ser feitas são: preciso redimensionar as saídas para a Internet? É possível ter uma conectividade segura e confiável nos serviços na nuvem? É necessária uma avaliação criteriosa desses aspectos para então se definir a estratégia de conectividade dos serviços na nuvem por meio da Internet ou de uma rede privada – que permite maior confiabilidade e segurança –, ou a partir de ambos.

• Controle e visibilidade do uso das aplicações

Com o crescimento do tráfego de Internet dentro da rede corporativa, que se divide entre tráfego corporativo e o tráfego pessoal de seus colaboradores (cada vez mais comum e aceito no ambiente corporativo), mecanismos de controle e priorização sobre a utilização dos recursos da rede são necessários para garantir que o acesso aos serviços críticos para o negócio tenha o desempenho desejado, controlando o uso da infraestrutura. Caso não seja adotada uma solução de governança da rede, o desempenho das aplicações e a demanda por mais capacidade pode ser imprevisível.

• Segurança e controle de conteúdo

A segurança é um elemento crucial da Internet e a decisão sobre a estratégia de segurança deve acompanhar o projeto de migração para serviços na nuvem. É possível integrar a Internet e serviços na nuvem com a rede corporativa sem investimento em ativos de segurança, com o modelo de segurança como serviços para serviços de firewall e filtro de conteúdo. Sem este modelo flexível de segurança na nuvem, que pode ser muito mais escalável, a agilidade desejada na adoção de serviços na nuvem poderá ser limitada pela necessidade em se investir e gerenciar ativos de segurança para a integração da rede corporativa com a Internet.

Estes são alguns aspectos a serem considerados no plano de migração para a nuvem. Com a definição adequada da estratégia de rede e conectividade, o gestor de TI terá preparado o fundamento que torna possível a implementação desse modelo de serviços com a segurança, escalabilidade e desempenho exigidos pelo seu negócio.

*Felipe Stutz é diretor de desenvolvimento de negócios e soluções de conectividade para América Latina da Orange Business Services.