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Microsoft cogita reviver esforços para rodar Windows em arquitetura ARM

Hoje, a arquitetura ARM só roda na versão mobile do Windows 10, direcionada para celular com telas menores do que 8 polegadas

15 de Janeiro de 2016 - 17h52

A Microsoft pode reviver seus esforços para rodar Windows em processadores baseados em arquitetura ARM com o lançamento neste ano do update Redstone. “O Windows em todas as categorias de aparelhos está se preparando para a introdução da computação 64-bit com o set de instruções ARM (ISA)”, indica uma nova vaga de emprego da Microsoft.

As responsabilidades para o trabalho incluem criar um “plano para o ARM64 alinhado com a onda Redstone”. A frase faz referência à uma grande atualização do Windows 10 que será liberada em duas ondas, uma em junho e outra em outubro. O candidato terá de trabalhar nos grupos da Microsoft, incluindo Windows Device Group, Server, Office e Developer Division.

Como o site Petri aponta, esse não é o único sinal de que a Microsoft estaria revivendo seus esforços do Windows em ARM. No início desta semana, uma menção de suporte ARM para o Windows 10 desktop surgiu em um documento de suporte do portal desenvolvedores da Microsoft. Apesar de a Microsoft ter retirado a referência rapidamente, a nova vaga de emprego sugere que não foi um erro da empresa.

Mesmo assim, a ideia de rodar o Windows desktop em aparelhos ARM é surpreendente se pensarmos como a Microsoft falhou espetacularmente na primeira vez com o Windows RT.

Apesar de os chips ARM serem geralmente mais eficientes com o consumo de energia do que os chips x86 da Intel e AMD, a inabilidade do Windows RT rodar software para desktop foi um grande problema, especialmente à medida que os aparelhos x86 começaram a diminuir a diferença de eficiência. Com o upgrade para o Windows 10, os aparelhos baseados em ARM como o Surface RT e o Surface 2 acabaram ficando para trás.

Hoje, a arquitetura ARM só roda na versão mobile do Windows 10, direcionada para celular com telas menores do que 8 polegadas.