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México, Chile, Uruguai e Brasil devem liderar o avanço da 5G na AL, diz consultoria

Estudo da GlobalData aponta a existência de uma demanda de dados móveis muito forte na região, o que deve contribuir para acelerar a implantação da nova tecnologia

15 de Novembro de 2017 - 20h37

Estimativas da GlobalData indicam que, em 2022, 88,1% dos assinantes de serviços móveis da América Latina estarão utilizando dados móveis, contra os atuais 60%. Segundo Leandro Agión, analista sênior da companhia, com 26,6% de participação da 4G LTE sobre o total das participações móveis, a América Latina é a quarta região do mundo no uso desse padrão. No entanto, diz ele, existe uma demanda de dados móveis muito forte, cerca de 70% de todas as assinaturas utilizam dados móveis. 

Nessa linha, a América Latina fica como a segunda região global. “Isso indica que o atraso da adoção da 4G não tem ligação com a falta de demanda, mas com a disponibilidade de redes, de dispositivos acessíveis e em geral com o poder de aquisição dos habitantes”, explicou Agión em evento organizado pela 5G Americas.

O analista também apontou que “para 2022 esperamos 1,3% das assinaturas móveis da América Latina em 5G, ou seja, cerca de 10 milhões de assinaturas. O roteiro para a 5G ainda não é claro, embora a GlobalData espere que os primeiros desenvolvimentos da 5G aconteçam depois de 2021. Os países mais prováveis para que isto ocorra são México, Chile, Uruguai e Brasil, entre outros”.

Sobre o desenvolvimento da LTE na região, explicou que “a adoção da 4G na América Latina tem sido desigual, mas está crescendo a passos largos nos últimos anos. De 2015 a 2017 cresceu uma média anual de 80% chegando a 181 milhões de assinaturas até o final deste ano, que equivale a 26,6% do total”.

O especialista detalhou que a respeito do crescimento da 4G existem dois grandes aceleradores e dois grande inibidores. “Pelo lado dos aceleradores, podemos encontrar a utilização de aplicativos de uso intensivo de dados, como os OTT de mensagens, voz e vídeo, ou de streaming de vídeo e música; a acessibilidade dos dispositivos. Observamos que cada vez mais existem dispositivos 4G barato e as operadoras, e em alguns governos, estão trabalhando não apenas com descontos, mas também com financiamentos para que os usuários possam ter acesso”.

No que diz respeito aos inibidores, ele destacou o baixo poder aquisitivo da média da população e a necessidade de espectro radioelétrico. A GlobalData considera que, em geral, a regulamentação na América Latina é favorável ao desenvolvimento da 4G. De toda forma, há um crescimento da demanda de dados que levará a um déficit na capacidade de dar respostas a esta demanda. A necessidade de espectro será uma questão chave nos próximos anos. Outro aspecto é a neutralidade tecnológica, que permite que as operadoras possam utilizar qualquer tecnologia no espectro outorgado”.