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Mesmo com economia fraca, Linx aumenta receita, Ebitda e lucro no segundo trimestre

Lucro da fabricante de software foi de R$ 27,6 milhões, um aumento de 57,8% em relação a igual período de 2016. Na mesma base de comparação, a receita cresceu 10,7%, para R$ 135,4 milhões

08 de Agosto de 2017 - 13h53

A Linx, empresa brasileira especializada em software de gestão para o varejo, encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido ajustado de R$ 27,6 milhões, o que representa um aumento de 57,8% na comparação com os R$ 17,5 milhões registrados em igual período de 2016.

Mesmo com a performance fraca da economia e do varejo brasileiro, a receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 135,4 milhões, cifra 10,7% maior que a obtida no mesmo período do ano anterior. Já a receita recorrente atingiu R$ 132,3 milhões, crescimento de 12,3% em relação a um ano antes, e equivalente a 85% da receita bruta.

A geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou US$ 34,1 milhões no segundo trimestre, 6,7% acima dos R$ 32 milhões de 2016. Na comparação com o trimestre anterior, o Ebitda ajustado foi 1,4% maior. A margem Ebitda ajustada foi de 25,2%, redução de 90 pontos base em relação ao segundo trimestre de 2016 e 10 pontos base maior que o primeiro trimestre deste ano.

“A Linx conseguiu bons resultados, mesmo diante de um cenário ainda desafiador. A resiliência do modelo de negócios baseado em receitas recorrentes e altas taxas de renovação de clientes tem sido fundamental”, destaca Dennis Herszkowicz, vice-presidente financeiro e de RI da Linx. “O cross-sell continua com desempenho bastante positivo. Também seguimos conquistando novos clientes. Por outro lado, o saldo líquido de abertura de lojas ainda está reduzido. No entanto, conforme a economia e o varejo se recuperam, este vetor poderá novamente se tornar fonte importante de crescimento para a Linx, somado às parcerias comerciais concretizadas recentemente”, completa.

Outro destaque foi a taxa de renovação de clientes, que atingiu 98,7% no trimestre, mesmo patamar do segundo trimestre de 2016 e 20 pontos base acima do nível do primeiro trimestre deste ano. “Temos tradicionalmente altas taxas de renovação de clientes, que refletem a base ampla, diversificada e fiel da Companhia. Em um cenário de crise, é mais um fato a se comemorar”, conclui Herszkowicz.