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Mercado de banda larga em voos deve movimentar US$ 130 bilhões em 2035

Companhias aéreas devem obter receitas significativas com o crescimento do comércio eletrônico, publicidade e conteúdo premium viabilizado pela banda larga a bordo,afirma estudo

28 de Setembro de 2017 - 16h41

A banda larga a bordo de aeronaves tem o potencial de criar um mercado global de US$ 130 bilhões nos próximos 20 anos, resultando em uma receita adicional de US$ 1,9 bilhão para as companhias aéreas da América Latina. Esta é a conclusão de uma pesquisa inédita, intitulada “Sky High Economics: Quantifying the commercial opportunities of passenger connectivity for the global airline industry”, realizada pela London School of Economics and Political Science (LSE) em associação com a Inmarsat, fornecedora de comunicações globais móveis via satélite.

Com base em dados atuais da IATA e fontes da indústria, o estudo Sky High Economics desenvolveu um modelo de previsão independente. O modelo prevê que os rendimentos complementares viabilizados por banda larga para as companhias aéreas terão quatro principais fluxos de receita: 

• Cobranças para o acesso à banda larga — oferecer conectividade para passageiros a bordo;

• Comércio eletrônico e "destination shopping" — fazer compras a bordo de aeronaves com maior leque de produtos e ofertas em tempo real;

• Publicidade — pagamento-por-clique, impressões, acordos de patrocínio com anunciantes;

• Conteúdo premium – oferecer conteúdo ao vivo, vídeo por demanda e pacote de acesso W-IFEC.

Atualmente, apenas cerca de 53 de uma estimativa de 5 mil companhias aéreas em todo o mundo oferecem conectividade de banda larga a bordo. Seguindo a forte demanda por parte de passageiros, a internet a bordo estará amplamente difundida em aviões comerciais até 2035, prevê o estudo. Atualmente, as companhias aéreas recebem um adicional de US$ 17 por passageiro por serviços complementares 'tradicionais', como compras 'duty free' e vendas de varejo, alimentos e bebidas a bordo. As receitas complementares viabilizadas por banda larga irão acrescentar um adicional de US$ 4 até 2035. 

Vetores de crescimento

As operadoras de serviço completo pretendem reivindicar a maior parte das receitas de companhias aéreas (63%), gerando US$ 19 bilhões até 2035. Com as maiores oportunidades obtidas nos tempos de voo mais longos, a receita adicional virá da capacidade de maximizar as plataformas de comércio eletrônico e de acordos com provedores de conteúdo para oferecer pacotes premium. O estudo prevê ainda que as operadoras de baixo custo irão gerar US$ 11 bilhões até 2035, sendo que a maior parte virá da venda de conectividade para os passageiros. 

A pesquisa também identificou que em termos regionais, a maior oportunidade para serviços adicionais viabilizados por banda larga está na região Ásia-Pacífico.  Impulsionadas pelo crescimento do número de passageiros e pela disponibilidade de serviços, as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico irão se beneficiar de US$ 10,3 bilhões em receitas complementares até 2035, seguidas pelas companhias da Europa (US$ 8,2 bilhões) e América do Norte (US$ 7,6 bilhões).  A América Latina se beneficiará com US$ 1,9 bilhão, Oriente Médio com US$ 1,3 bilhão e África, US$ 590 milhões.

Alexander Grous PhD e chefe do Departamento de Mídia e Comunicações da London School of Economics and Political Science (LSE) LSE e autor do estudo diz que a oportunidade para as companhias aéreas é enorme.  “O estudo prevê a criação de um mercado de US$ 130 bilhões nas próximas duas décadas. Se as companhias aéreas, globalmente, puderem oferecer uma conexão de banda larga confiável, isso será o catalisador para a implementação de pacotes mais criativos de publicidade, conteúdo e comércio eletrônico. Veremos acordos de negócio inovadores serem feitos, parcerias serem formadas e modelos de negócios serem fundamentalmente modificados para que novos participantes tenham oportunidades nos US$ 100 bilhões das companhias aéreas. A receita complementar viabilizada por banda larga tem o potencial de criar um novo mercado e é algo que as companhias aéreas precisam planejar agora."