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Membros do Brics criam fundo de R$ 24 milhões para financiar inovação

Segundo MCTI, Brasil contribuirá com R$ 1,2 milhão para o fundo. Primeira chamada multilateral deve ser lançada em abril de 2016

25 de Janeiro de 2016 - 09h59

Os países que compõem o grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) fecharam um acordo nessa semana para para criar um fundo de R$ 24 milhões para financiar projetos conjuntos de pesquisa científica.

Segundo informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Brasil contribuirá com R$ 1,2 milhão.

A primeira chamada multilateral deve ser lançada em abril de 2016 e terá a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para Celso Pansera, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, a decisão está alinhada com a agenda "ousada" que deve ser adotada neste ano para os acordos de cooperação internacional em CT&I.

"Nós queremos imprimir uma agenda muito ousada e bastante pretensiosa, uma agenda externa vigorosa do ministério ao longo de 2016, buscando recursos no exterior, com diversos parceiros", disse o ministro.

De acordo com o ministro, uma delegação brasileira se encontra na China reunida com representantes do Brics na área de ciência e tecnologia.

“Há uma proposta concreta de criação de um fundo de R$ 24 milhões para ser usado imediatamente em desenvolvimento de ações conjuntas em CT&I entre os países do bloco. Da nossa parte, estamos entrando com R$ 1,2 milhão", acrescentou.

Em Pequim, a II Reunião de Agências de Fomento à CT&I e a I Reunião do Grupo de Trabalho sobre Financiamento à CT&I do Brics foram marcadas pela expectativa de que os editais conjuntos aprofundem a colaboração entre os países em pesquisas de excelência para o conhecimento global e para a criação de produtos e processos inovadores.

Para Danilo Zimbres, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI, “a criação de um mecanismo dos países do Brics para o financiamento de pesquisa e inovação é um marco histórico” que coloca a ciência, tecnologia e inovação como elementos centrais da parceria estratégica entre as nações do Brics.