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Meg Whitman renuncia ao cargo de CEO da HP Enterprise

Após mais de seis anos no comando da companhia, executiva deixará o cargo no final de janeiro do ano que vem. Ela será substituída por Antonio Neri, executivo de carreira, que está na HPE há 25 anos

22 de Novembro de 2017 - 14h56

Após mais de seis anos no comando da Hewlett Packard Enterprise, Meg Whitman deixará a empresa no final de janeiro do ano que vem, informou a empresa nesta quarta-feira, 22. Ela será substituída por Antonio Neri, executivo de carreira, de perfil técnico, que está na HPE há 25 anos. Neri já era visto como o provável sucessor de Whitman depois de ser promovido a presidente em junho passado. Ele assume o cargo de CEO em 1º de fevereiro de 2018.

O anúncio foi feito durante conferência na terça-feira, 21, com analistas para comentar os resultados financeiros do quarto trimestre fiscal da HPE. Whitman disse que renunciará ao cargo de CEO no final de janeiro, mas adiantou que permanecerá no conselho de administração da companhia.

Os investidores reagiram negativamente à notícia. As ações da HPE caíram mais de 6% no after-hours trading, negociação após o fechamento da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), e fecharam cotadas a US$ 13,27 na terça-feira, apesar de a empresa ter divulgado ganhos no quarto trimestre fiscal acima das expectativas dos analistas. Até às 12h (horário de Nova York) desta quarta-feira, 22, as ações da empersa registravam queda de mais de 8%. 

Meg Whitman, de 61 anos, tem patrimônio líquido de vários bilhões de dólares e é a única mulher a atuar como CEO em mais de uma empresa da lista Fortune 500. Ela também comandou o site de leilões e comércio eletrônico eBay por uma década, até 2008, e depois assumiu o cargo de CEO da Hewlett-Packard, no final de 2011. Há dois anos, ela comandou o processo de spin-off (cisão) do negócio de computadores pessoais e impressoras da unidade de hardware e serviços corporativos da HP, que se dividiu em duas companhias, mantendo-se como CEO da HPE.

A HPE fechou o ano fiscal de 2017, encerrado em 31 de outubro, com lucro líquido de US$ 344 milhões, ante um lucro de US$ 3,1 bilhões registrado no exercício fiscal de 2016. A receita da companhia, por sua vez, teve queda de quase 5%, caindo de US$ 30,2 bilhões para US$ 28,8 bilhões na mesma base comparativa.

No quarto trimestre fiscal, a companhia apresentou lucro de US$ 524 milhões, contra US$ 302 milhões em igual período do ano fiscal de 2016. Já a receita somou US$ 7,6 bilhões, alta de 4% em relação aos US$ 7,3 bilhões obtidos um ano antes.