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Maioria dos executivos se mostra insegura com modelos de análise de dados

Levantamento revela que 70% dos entrevistados acreditam que podem expor suas organizações a riscos de reputação, como violação das políticas de uso de dados, aponta estudo da KPMG

16 de Dezembro de 2016 - 13h46

A maioria dos executivos não demonstra estar segura de que esteja gerando informações confiáveis por meio da análise de dados (D&A - data & analytics), aponta a pesquisa “Construção de confiança nas análises” (Building Trust in Analytics), da KPMG.

O levantamento mostra que 70% dos entrevistados acreditam que podem expor suas organizações a riscos de reputação, como violação das políticas de uso de dados ou erros de estratégias de venda de produtos e serviços.

“Segundo a pesquisa, a maior parte dos líderes empresariais acredita no valor que o uso de D&A agrega às organizações como um todo, no entanto, dizem que não se sentem seguros em relação à própria capacidade de mensurar a eficácia e o impacto de D&A e não confiam nela para ajudar a direcionar a tomada de decisão”, analisa o sócio da KPMG no Brasil, Frank Meylan.

A pesquisa mostra que a maioria dos participantes utiliza ferramentas de D&A para entender como os produtos estão sendo utilizados (70%), aprimorar a experiência dos clientes atuais (69%) e desenvolver novos produtos e serviços (67%). Mesmo assim, os executivos não estão confiantes de que estejam gerenciando seus processos com eficácia, de modo que gere os resultados almejados, e acreditam que não dispõem das medidas necessárias para avaliar a eficácia de tais modelos.   

O relatório também aponta que pouco menos da metade dos participantes está muito confiante em relação aos insights obtidos por meio de D&A em relação às áreas de risco e segurança (43%) e aos clientes (38%), sendo que somente um terço está muito confiante em relação aos insights sobre as operações empresariais (34%)

"À medida que a análise de dados se torna cada vez mais um fator que influencia as decisões que nos afetam, deve haver um foco intensificado em garantir os mais elevados níveis de confiança nos dados. As organizações que continuam a investir em D&A sem determinar sua eficácia podem estar suscetíveis a tomadas de decisões baseadas em modelos inexatos, o que poderia perpetuar um ciclo de falta de confiança em relação aos insights”, analisa Meylan.

Para ele, os baixos níveis de confiança podem ter origem no patamar mais alto da organização, atingindo todas as demais áreas. Aproximadamente metade dos participantes relatou que seus executivos de nível de diretoria não participam da construção da estratégia de D&A, o que indica uma falta de confiança que pode ter como causa a complexidade da análise de dados.

"A transparência no uso e no impacto de D&A de uma organização é a chave para superar a antiga tendência de acreditar que a tomada de decisão convencional é mais confiável. É necessário tirar D&A da zona obscura, incentivando, assim, um maior entendimento sobre seu uso e seu propósito e auxiliando as organizações no desenvolvimento da confiança em relação aos insights que ela pode proporcionar", finaliza o sócio da KPMG.

Para a pesquisa, foram entrevistados 2.165 executivos em nível de diretoria ou superior, responsáveis pela tomada de decisão de negócios ou de TI com envolvimento em definição de estratégia para inteligência empresarial, análise de dados, armazenamento de dados, gestão de dados/iniciativas de gestão de big data ou para a gestão de todas essas atividades) na China, na Alemanha, na Índia, no Reino Unido, nos Estados Unidos, no Canadá, na África do Sul, na França, no Brasil e na Austrália.  Os setores participantes da pesquisa incluem os setores bancário/de serviços financeiros, de seguros, de telecomunicações, de saúde/ciências da vida e de varejo.