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Maior proteção e menor custo de redes são tema da Futurecom 2016

A feira começa nesta segunda-feira (17) no Transamérica ExpoCenter, em São Paulo, com 284 expositores e 300 palestrantes

17 de Outubro de 2016 - 16h19

Os desafios nas áreas de segurança de dados, capacidade, custos e integração de redes de dados trazidos pela Internet das Coisas, pelas cidades inteligentes e por outras tendências da chamada Quarta Revolução Industrial serão tema frequente nos estandes e nas palestras da Futurecom 2016, que começa nesta segunda-feira (17), em São Paulo. Com 284 expositores e 300 palestrantes da área de TIC, o evento vai até o próximo dia 20, no Tranamérica ExpoCenter.

Entre as empresas presentes na feira, a Furukawa lança a solução FiberMesh e o sistema de iluminação inteligente SmartLighting. A primeira, segundo a empresa, usa uma topologia de rede óptica tipo mesh (malha), que cria até quatro caminhos redundantes para a transmissão de dados, em 100 Mbps. O equipamento foi desenvolvido para atender ao mercado de automação de aplicações de missão crítica, como distribuição em redes elétricas inteligentes (smart grid).

Já o SmartLighting é uma solução de conectividade para iluminação inteligente, com cabeamento estruturado (par trançado) para comunicação com luminárias LED, que, por sua vez, são interligadas por meio de uma controladora equipada com software de gerenciamento. Acessado via web, esse software automatiza e controla o sistema de iluminação dos ambientes, contribuindo para a economia no consumo de energia. Traz, por exemplo, sensores de presença e de luminosidade, que acionam o acendimento automático da luminária, o controle de dimerização e de luz.

Para permitir a provedores projetarem redes menores e escaláveis para vendas de serviços de valor agregado, a Raisecom leva à Futurecom uma família de redes “triple play”, na categoria GPON (Gigabit Passive Fibre Network), que promete custos mais baixos de implantação. Com essa nova tecnologia de infraestrutura de rede compartilhada, a empresa afirma que uma rede GPON, antes viável apenas a partir de milhares de usuários, poderá ser lucrativa em instalações até dez vezes menores. A expectativa é de que a solução promova a disseminação mais rápida e econômica de serviços como TV sob demanda, multiprocessamento de dados geograficamente dispersos, interações intensivas máquina a máquina (M2M), exploração em massa de aplicações móveis interativas e conexões de Internet das Coisas (IoT).

De acordo com o vice-presidente de Vendas Internacionais da Raisecom, Dario Zipris, o lançamento quebra o antigo paradigma de que o uso de GPON não era sustentável, por exemplo, para serviços de FTTH (Fibra até a Residência) em casos de usuários rurais ou campous com baixa densidade de conexões. Ele acredita que a instalação de GPON poderá ser considerada, agora, como opção para projetos governamentais como o “Cidades Digitais”, que visa a digitalização de serviços públicos municipais. No evento, também será apresentada a experiência da empresa com a rede continental de serviços operada pela Deusche Telecom, abrangendo vários países da Europa Central.

A Internet das Coisas é tema das apresentações de vários executivos. Entre os seis painéis promovidos pela Dell EMC, estão na agenda, por exemplo, “Quarta Revolução Industrial: estratégias essenciais para aumento da competitividade e da qualidade”, e “IoT: soluções combinadas Dell e EMC”.

Como o aumento das conexões está associado diretamente ao maior perigo de invasão nas redes, os riscos da IoT são tema também da palestra que fará no Congresso o consultor sênior da área de engenharia da Arbor Networks, Kleber Carriello. Especificamente, ele vai tratar dos ataques de DDOS que usam dispositivos conectados à internet, como botnets, modalidade que o consultor afirma ter se intensificado desde março no país, dirigida a instituições financeiras, mas barrada pelas operadoras. A empresa informa que o maior desses ataques aconteceu em março, durante os Jogos Olímpicos do Rio, contido apesar da magnitude recorde: 540 Gbps.

A Arbor Networks, divisão de segurança da Netscout, levará ao evento o Spectrum, solução que promete dar visibilidade completa ao tráfego em data centers, identificando com rapidez anomalias no ambiente e levando a capacidade de análise de 42% do tráfego mundial da internet para dentro da instalação do usuário. Apresenta, ainda, um pacote lançado recentemente para operadoras regionais, que também pretende identificar e mitigar ataques de negação de serviço (DDOS). Criado em parceria com o WestconGroup Brasil, a solução terá condições comerciais especiais e opção de financiamento, de acordo com a empresa.

A Eset, outra fornecedora de sistemas de segurança, lança na feira sistemas de virtualização voltados à gestão de segurança em ambientes virtualizados, além da atualização do Eset Secure Authentication, baseada em mobilidade, com senhas de uso único de dois fatores (2FA). A versão 2017 das soluções para usuários domésticos, que incluem o Eset Internet Security, e uma ferramenta de controle de dispostivos móveis para pais também estão no estande da empresa.

Com tantas mudanças de paradigmas, o diretor sênior da Red Hat, Mark Coggin, vai abordar, no dia 19, as estratégias para manter as empresas competitivas. E a consultoria Everis apresenta, no estande da NTT, no mesmo dia, a palestra “Transformação nas redes SDN/NFV: desafios e planos sustentáveis para Novo Mundo Digital”, que terá, entre os debatedores, o responsável pela área de implantação de redes da empresa. O painel vai analisar como plataformas e redes SDN (redes definidas por software, em português) e NFV (virtualização das funções de rede) poderão promover transformações viáveis do ponto de vista do custo em verticais como saúde, indústria 4.0, carros conectados, entre outros.