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Lucro trimestral da Microsoft tem salto de quase 28% puxado por Office 365 e Azure

Negócio de nuvem foi novamente o responsável pelo sólido desempenho da empresa no terceiro trimestre fiscal, que reportou lucro líquido de US$ 4,8 bilhões, ante US$ 3,75 bilhões registrados em igual período do exercício anterior

27 de Abril de 2017 - 20h34

O negócio de nuvem foi novamente o responsável pelo sólido desempenho da Microsoft no terceiro trimestre do ano fiscal de 2017, encerrado em 31 de março deste ano. A empresa reportou lucro líquido de US$ 4,8 bilhões, aumento de quase 28% na comparação com os US$ 3,75 bilhões registrados em igual período do exercício fiscal anterior, e receita de US$ 22 bilhões, fazendo com que a taxa de receita anualizada com nuvem comercial saltasse para US$ 15,2 bilhões.

A receita com nuvem inteligente da Microsoft totalizou US$ 6,8 bilhões, impulsionada pelo crescimento de 93% da receita do Azure, quanto a receita com os chamados pacotes de produtividade (Office 365) e de processos de negócios (Dynamics 365) foi de US$ 8 bilhões. O Dynamics 365, que inclui software de gestão financeira, serviços de campo, vendas, marketing, serviços ao consumidor e automação de processos, registrou crescimento de 81% na receita, enquanto o Office 365, pacote de escritório que inclui os aplicativos Word, Excel, PowerPoint e OneNote, teve crescimento 45% na receita, para US$ 26,2 milhões.

Já o LinkedIn contribuiu com receita de US$ 975 milhões. Na comparação com o último balanço publicado pela rede social de contatos profissionais, antes da conclusão da compra pela Microsoft em dezembro de 2016, quando obteve US$ 960 milhões, a receita se manteve praticamente estável.

"Nossos resultados neste trimestre refletem a confiança que os clientes estão colocando no cloud da Microsoft", disse Satya Nadella, CEO da companhia. "De grandes multinacionais, passando pelas pequenas e médias empresas a organizações sem fins lucrativos em todo o mundo, todas estão usando as plataformas de nuvem da Microsoft para acelerar sua transformação digital."

O destaque negativo no trimestre fiscal foi o negócio de computação pessoal, que inclui o Windows, o tablet Surface e o console de videogame Xbox, cuja receita registrou queda de 7,4%, para US$ 8,8 bilhões, abaixo da estimativa de analista que era de US$ 9,2 bilhões. O declínio de 26% nas vendas do Surface.

Na composição da receita com hardware da Microsoft, o carro-chefe é a linha Surface Pro, híbrido de tablet e laptop com um teclado destacável. Mas o produto já está ficando ultrapassado — o modelo Pro 3 está sendo praticamente eliminado e a versão mais recente, o Pro 4, foi introduzida em 2015.