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Lucro e receita da Microsoft crescem, impulsionados pelo negócio de nuvem

Desempenho do negócio de nuvem no trimestre fiscal indica que a fabricante de software está se consolidando como a segunda mais importante empresa de computação em nuvem, atrás da Amazon

27 de Janeiro de 2017 - 12h22

Ao que tudo indica, a Microsoft está se consolidando como a segunda mais importante empresa de computação em nuvem. É o que mostra o balanço do segundo trimestre do ano fiscal de 2017, encerrado em 31 de dezembro de 2016.

A receita do negócio de nuvem inteligente, que inclui o Azure, registrou crescimento de 8% no período, para US $ 6,9 bilhões. Se for levado em conta o ajuste das flutuações cambiais, a expansão foi de 10%. Segundo a empresa, somente a receita com o Azure aumentou 93%, ou seja, mais que duplicou na comparação com igual período do ano passado.

Os resultados financeiros do negócio de nuvem da gigante do software no trimestre fiscal, incluindo todo o portfólio de software oferecido pela web, como o Office 365, Dynamics 365 e outras ofertas de cloud, além do Azure, indicam que a empresa está emergindo como a concorrente mais forte da Amazon.com, que lidera esse mercado.

A Microsoft não quebra a receita da operação de computação em nuvem, mas disse que as vendas da unidade — considerando o total de vendas do mês mais recente multiplicado por 12 — ultrapassaram US$ 14 bilhões."

Os resultados gerais da empresa também foram muito bons. O lucro da empresa no terceiro trimestre fiscal cresceu 4%, para US$ 5,2 bilhões, contra US$ 5 bilhões registrados em igual período do exercício fiscal anterior. A receita total cresceu um pouco acima, 4,3%, de US$ 23 bilhões um ano antes para US$ 24 bilhões no trimestre fiscal.

Este foi o primeiro trimestre em que Microsoft incluiu os resultados do LinkedIn, pelo qual pagou US$ 27 bilhões em junho do ano passado. O LinkedIn contribuiu com US$ 228 milhões em receitas, mas postou um prejuízo operacional de US$ 201 milhões, desde que o acordo foi fechado em 8 de dezembro de 20q16.

Durante conferência com investidores, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse que um dos primeiros passos da empresa será integrar o LinkedIn ao Dynamics, seu produto de gestão de relacionamento com o cliente.

Os resultados da Microsoft foram beneficiados também pelos ganhos do seu negócio de produtividade e processos de negócios, que inclui o pacote de software para escritório Office, cujas vendas subiram 10%, para US$ 7,4 bilhões. Entretanto, as receitas do segmento de computação pessoal, que inclui o sistema operacional Windows, bem como as unidades de telefonia móvel e jogos, caíram 5%, para US$ 11,8 bilhões.