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Linx adquire grupo argentino Synthesis por US$ 16,3 milhões

Primeira aquisição no exterior da fabricante brasileira de software de gestão para o varejo abre espaço para internacionalização da empresa

10 de Julho de 2017 - 19h44

A Linx, fabricante brasileira de software de gestão para o varejo, anunciou nesta segunda-feira, 10, a aquisição de 100% do grupo argentino Synthesis. O valor do negócio é de US$ 16,3 milhões, que serão pagos à vista, mas a cifra que pode chegar a R$ 25,8 milhões caso a empresa atinja metas financeiras e operacionais nos próximos três anos.

A Synthesis atua no desenvolvimento e comercialização de softwares de automação de ponto de venda (PoS), soluções para meios de pagamento eletrônico (TEF) e motor de promoções para grandes cadeias varejistas. Fundada em Buenos Aires, a empresa tem clientes no México, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Panamá, Peru, Equador, El Salvador, República Dominicana e Porto Rico. Nos últimos 12 meses, seu faturamento bruto foi de US$ 7 milhões.

Em comunicado, a Linx disse que o negócio permitirá que aumente significativamente seu mercado potencial, antes restrito ao Brasil, já que, a partir de agora, abrangerá a América Latina.

“Estamos otimistas com o nosso primeiro passo rumo à expansão internacional, que visa aumentarmos consideravelmente nosso mercado potencial. Esta expansão vem sendo planejada desde o IPO da companhia, em 2013. Em setembro de 2016, captamos R$ 450 milhões no follow on [ofertas subsequentes ao IPO], justamente para realizar aquisições. Esse é mais um passo do cumprimento desse compromisso”, explica Alberto Menache, presidente da Linx.

“Hoje, a Linx é uma empresa robusta, tanto em processos internos, como em governança. Já realizamos 22 aquisições no Brasil, nossos resultados crescem gradativamente. A empresa reúne aspectos fundamentais para alcançar esse significativo patamar”, conclui Menache.

A Synthesis tem uma carteira de clientes composta pelas maiores cadeias varejistas da América Latina, como Liverpool, Chedraui, Costco, Grupo Carso, YPF, Cencosud, entre outras. “Não temos dúvidas que é um ótimo início para esse processo de expansão. Essa aquisição, inclusive, também tem como objetivo apoiar os clientes brasileiros da Linx em sua internacionalização”, afirma Jean Klaumann, vice-presidente de operações da Linx.

Histórico de aquisições

A estratégia da empresa de consolidar o mercado de software de gestão para varejo se iniciou em 2008, com 22 processos de aquisição bem-sucedidos até então, como a Chaordic e Neemu, que se somam à aquisição anunciada hoje: a primeira internacional.

A Linx encerrou o primeiro trimestre deste ano com receita operacional bruta de R$ 153,3 milhões, 12,7% maior que no mesmo período do ano anterior. Mesmo com a performance fraca da economia e do varejo brasileiro, a receita operacional líquida foi de R$ 134,1 milhões no trimestre, representando um crescimento de 13,6% em comparação aos R$118,1 milhões do primeiro trimestre de 2016.

Entre janeiro e março deste ano, a receita recorrente atingiu R$ 129,4 milhões, com crescimento de 11,6% na comparação com igual período do ano passado, e equivalente a 84% da receita bruta. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu R$ 34,8 milhões, aumento de 11,2% na comparação com os R$ 31,2 milhões do primeiro trimestre de 2016. A margem Ebitda foi de 25,9%.

Um dos destaques foi a taxa de renovação de clientes, que atingiu 98,6% no trimestre, maior que os 98,4% registrados um ano antes. O lucro líquido no trimestre foi de R$ 26,7 milhões, aumento de 77,5% na comparação com os R$ 15 milhões do primeiro trimestre de 2016.