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Liberação de faixas para 4G pode facilitar implantação da 5G, diz secretário do MCTIC

Segundo o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, a liberação de faixas para a ampliação dos serviços de telefonia é fundamental para a 5G

05 de Outubro de 2017 - 20h01

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deve atuar como um facilitador para a implantação da infraestrutura necessária ao funcionamento da tecnologia 5G no Brasil. A afirmação é do secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, que participou na quarta-feira, 4, de uma mesa-redonda sobre o tema no Futurecom 2017, que terminou nesta quinta-feira, 5, em São Paulo.

Segundo ele, a liberação de faixas para a ampliação dos serviços de telefonia é fundamental para a 5G. O desligamento do sinal analógico de televisão, em andamento em todo o país, que vai expandir a oferta da tecnologia 4G, pode servir como modelo para a próxima geração de internet.

“Nossa primeira meta é ampliar o uso da 4G e levar essa tecnologia para todos os municípios do Brasil. Mas a liberação da faixa da TV analógica é um exemplo de como podemos fazer para ampliar a oferta de 5G no futuro. Uma das ideias é liberar o espectro da 2G, que é de baixa frequência e bastante amplitude, para que a 5G possa ser oferecida no ambiente rural”, ilustrou Borges. “Estamos fazendo esse trabalho em uma parceria estreita com a Anatel, para definir as prioridades e tomar as decisões adequadas para a implementação do 5G no Brasil”, acrescentou.

O secretário citou ainda a necessidade de ampliação da quantidade de antenas espalhadas pelo país para que a tecnologia 5G possa ser implantada. Para tanto, o MCTIC está preparando uma cartilha para orientar os municípios brasileiros sobre a importância da instalação desses equipamentos.

“A Lei Geral das Antenas é uma norma federal, mas várias cidades têm seu próprio código para a instalação dos equipamentos. Estamos desenvolvendo essa cartilha para explicar para as prefeituras sobre a importância das antenas para ampliação dos serviços de banda larga e de telefonia móvel e orientar sobre o procedimento e a regulamentação de instalação dessas antenas”, afirmou.