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'Lacuna de disponibilidade' inibe transformação e pode custar mais de US$ 68 mihões às empresas

Estudo revela que 66% das empresas admitem que iniciativas da transformação digital estão sendo atrasadas por paradas não planejadas

24 de Abril de 2017 - 14h50

Atualmente, 96% das organizações desenvolvem iniciativas de transformação digital e mais da metade dessas iniciativas estão em andamento. Obviamente, há um grande apetite das empresas em usar a inovação como vantagem competitiva, e isso coloca uma grande pressão nas áreas de negócios para ter acesso a serviços de TI, dados e aplicações a qualquer hora, em qualquer lugar.

Um estudo recente encomendado à Enterprise Strategy Group (ESG) pela Veeam revela, no entanto, a existência de uma grande desconexão entre as expectativas dos usuários e o que a TI pode entregar, o que está impedindo a inovação. De fato, 82% das empresas admitem sofrer uma “lacuna de disponibilidade” — a lacuna entre a demanda dos usuários por acesso ininterrupto a serviços de TI e o que os negócios e a TI realmente podem entregar. Essa lacuna pode gerar custos de US$ 21,8 milhões (R$ 68,4 milhões) por ano, em média, e quase dois terços dos entrevistados admitem que isso está atrasando a inovação.

Em sua sexta edição, o Relatório de Disponibilidade Veeam 2017 entrevistou mais de mil líderes sênior de TI em 24 países, e mostra que 69% das empresas sentem que a disponibilidade — acesso contínuo a serviços de TI —é um requisito para a transformação digital. Entretanto, 66% desses líderes de TI sentem que essas iniciativas estão sendo impedidas por paradas não planejadas nos sistemas, causadas por ciberataques, falhas de infraestrutura, falhas na rede e desastres naturais (com paradas nos servidores durando uma média de 85 minutos por incidente).

Enquanto muitas organizações ainda estão planejando ou apenas começando suas jornadas transformativas, mais de dois terços concordam que essas iniciativas são críticas ou muito importantes para a diretoria e para as linhas de negócios.

O custo de uma parada

O relatório revela também o verdadeiro impacto das paradas nos negócios. Enquanto os custos das paradas variam, os dados mostram que o custo médio anual das paradas para cada organização nesse estudo equivale a US$ 21,8 milhões, 36% acima dos US$ 16 milhões do relatório do ano passado.

As paradas nos sistemas e a perda de dados também levam as empresas a enfrentar consequências que não podem ser medidas em uma planilha. O estudo deste ano mostra que quase metade das empresas observam uma perda da confiança do cliente, e 40% vivenciam danos à integridade da marca, que afetam tanto a reputação da marca como a retenção de clientes. Olhando para implicações internas, um terço dos participantes veem a diminuição da confiança do funcionário e 28% tiveram um desvio de recursos de projetos para “limpar a bagunça”.

O futuro multinuvem

Não é surpresa que a nuvem e seus vários modelos de consumo estão mudando a maneira com que os negócios abordam a proteção de dados. O relatório mostra que cada vez mais empresas estão considerando a nuvem como um local de partida viável para sua agenda digital, com o investimento em software como um serviço esperado para crescer em mais de 50% nos próximos 12 meses. De fato, quase metade dos líderes de TI (43%) entrevistados acreditam que os fornecedores de nuvem podem entregar melhores níveis de serviço para dados de missão crítica do que seus processos internos de TI. Investimentos em backup como serviço (BaaS) e recuperação de desastres como serviço (DRaaS) devem crescer similarmente conforme as organizações forem combinando-os com a nuvem.

Lacuna de proteção cria um desafio

Além disso, 77% das empresas estão vivendo o que a Veeam classifica como “lacuna de proteção” (a tolerância de uma organização para dados perdidos ser excedida pela incapacidade da TI de proteger esses dados com uma frequência suficiente). Suas expectativas de tempo de atividade não estão sendo atingidas devido a políticas e mecanismos de proteção insuficientes. Embora as empresas afirmem que podem tolerar 72 minutos por ano em dados perdidos dentro de aplicações de ‘prioridade alta’, a pesquisa mostra que os respondentes vivenciam 127 minutos de dados perdidos, uma discrepância de quase uma hora. Isso coloca um grande risco para as empresas e impacta o sucesso dos negócios.