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IT Leaders 2016: hora de mostrar que as mulheres também lideram a TI

A melhor forma de aumentar a participação feminina na TI é mostrar quem já está lá fazendo sucesso. Por isso lançamos o prêmio Women in Tech

10 de Novembro de 2016 - 14h41

A edição de 2016 do IT Leaders tem uma novidade – a inclusão da categoria Women in Tech, que vai premiar a executiva de TI com maior pontuação no ranking, dentre as que se inscreveram e responderam a pesquisa.

As finalistas deste ano de estreia são: Ana Lúcia Santi D'Amaral, CIO da Liberty Seguros; Cláudia Maria de Andrade, CIO da Receita Federal; e Fernanda Morais de Carvalho, CIO da consutoria Michael Page. A vencedora será revelada no dia 17 de novembro, junto com a lista de 100 IT Leaders e os vencedore(a)s das outras 16 categorias

A proposta dessa nova categoria de IT Leaders segue a tendência mundial de valorizar e expor as lideranças femininas em TI para que sirvam de modelo para atrair as novas gerações para a área. Um estudo realizado pela CompTIA com adolescentes nos EUA comprova: 69% das meninas não pensam em seguir carreira em TI porque não sabem das oportunidades disponíveis e, mais da metade delas (53%), disseram que saber mais sobre a carreira as faria considerar um trabalho em TI.

É urgente mostrar para as meninas e jovens mulheres do Brasil que a carreira em TI é uma grande escolha, que lhes abre oportunidades para realizações pessoais e profissionais. Aprendemos melhor pelo exemplo do que pelo discurso.

Anita, a pioneira

A cada ano, o prêmio Women in Tech será concedido in memorian, homenageando mulheres importantes na história da TI mundial. A primeira homenageada é a Dra Anita Borg (1949 – 2003), programadora norte-americana, PhD em ciência da computação, autodidata, que começou a trabalhar em TI em 1969 e defendeu apaixonadamente o aumento da representação feminina na tecnologia.

Em 1987, ela criou a Systers, até hoje a maior rede global de e-mails entre mulheres de TI, e em 1997 fundou o Anita Borg Institute for Women and Technology.

Anita Borg tinha um sonho: garantir que, em 2020, 50% de todos os cargos na área de TI estivessem ocupados por mulheres. "Esse é um trabalho muito difícil, mas não consigo pensar em nada mais importante que eu quisesse fazer para o resto da minha vida e que pudesse causar tanto impacto positivo na vida de jovens mulheres", disse em uma de suas apresentações.

Menos mulheres

Escolhemos Anita Borg porque acreditamos no seu sonho de igualdade de gêneros em TI. E porque sabemos que é urgente levantar essa bandeira, porque ao invés de crescer, o contingente feminino na tecnologia está encolhendo. Um estudo conduzido pela Accenture e pelo grupo Girls Who Code, mostra que, se nada for feito, o percentual de mulheres na TI será de 22% em 2025 (hoje está em 24%), a menor taxa da história e uma longa queda se comparado com os 37% de 1995.

 Este ano, o total de mulheres que participaram da pesquisa IT Leaders representa 12% sobre o total de respondentes. É muito pouco. Porque hoje existem pelo menos 200 mulheres atuando como executivas de TI nas grandes e médias empresas brasileiras.

Precisamos de mais executivas respondendo a pesquisa e ganhando visibilidade. Só assim vamos mostrar às novas gerações de mulheres que é possível quebrar o chamado “teto de vidro” e brilhar também em tecnologia.