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IoT: Inteligência, interoperabilidade e intuição por meio da voz

Considerando que a fala é o modo de comunicação básico dos humanos, incorporá-la à experiência da Internet das Coisas possibilitaria um novo nível de simplicidade de integração entre dispositivos distintos

31 de Julho de 2017 - 18h58

A Internet das Coisas (IoT) avança mais rápido que o esperado. Uma pesquisa do Gartner revela que 5,5 milhões de novas “coisas” conectadas surgirão ainda neste ano e, até 2020, 26 bilhões de dispositivos estarão interligados à rede. O conceito de dispositivo, antes vinculado a computadores e smartphones, se expandiu e agora envolve carros, aviões, monitores fitness, sistemas de segurança e TVs. Essa diversidade requer conectividade e um alto nível de interação, para proporcionar velocidade e facilidade, impactar e melhorar a vida diária.

Para isso, estar conectado não é o suficiente. O que se espera é a agilidade de acionar qualquer coisa a partir de qualquer lugar e, para isso, todos esses sistemas precisam estar engajados de forma intuitiva em uma única interface de inteligência artificial. Considerando que a fala é o modo de comunicação básico dos humanos, incorporá-la à experiência da Internet das Coisas possibilitaria um novo nível de simplicidade, descomplicando o uso de menus complexos e integração entre dispositivos distintos que podem se transformar em uma barreira para usuários iniciantes ou não nativos digitais. Assim, ao reduzir sequencias de comandos a uma única ordem, todo o potencial interativo das coisas conectadas se torna disponível para qualquer pessoa.

É apenas a partir dessa “conversa” que a conectividade esperada para a IoT será alcançada. Dispositivos precisam de interoperabilidade e inteligência para que a Internet das Coisas possa funcionar como esperado. Aliar isso ao uso de voz pode tornar o sistema mais complexo em um serviço intuitivo e acessível.

Imagine o assistente de voz de seu celular conectado a todos os dispositivos utilizados no dia a dia. Seria simples, por exemplo, consultar seu saldo bancário a partir de um console conectado no carro, apenas dizendo “quero saber meu saldo”. Indo além, toda essa conexão traria facilidades hoje não disponíveis no mercado. Por exemplo, seria possível fazer pedidos como “checar se apaguei as luzes antes de sair” ou “deixar a TV da sala de estar ligada” a partir de qualquer dispositivo.

Isso está prestes a acontecer. Até 2018, 6 bilhões de novas “coisas” conectadas demandarão ativamente o suporte de plataformas de Inteligência Artificial e toda essa interação resultará em aprendizado de máquina. Isso é o que poderá tornar a internet das coisas realmente prática e parte do nosso dia a dia. Integrar todas essas fontes de dados e operá-las a partir de qualquer lugar com comandos de voz é o que viabilizará todo o potencial de conectividade que essa tecnologia proporciona.

Para se tornar parte do cotidiano das pessoas, a Internet das Coisas precisa ser inteligente, possuir interoperabilidade e ser intuitiva. Quanto mais inteligentes e integrados são os dispositivos, mais intuitivos eles se tornam. Quanto maior o uso, mais aprendizado é gerado e mais inteligência podemos esperar. Ao incorporar a fala aos meios de acesso dessa tecnologia, será possível contar com o assistente virtual de IoT a partir de qualquer lugar e para qualquer atividade.

*André de Andrade é gerente geral para a América Latina da Nuance.