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Investimentos em TI dos bancos brasileiros se aproximam dos da vertical governo

E o mobile banking supera pela primeira vez o internet banking, respondendo por 34% do total das transações, segundo estudo da Febraban

11 de Maio de 2017 - 10h12

De acordo com a Pesquisa Tecnologia Bancária 2017, da Federação Brasileira de bancos, os investimentos e as despesas em TI somaram R$ 18,6 bilhões em 2016. Patamar bem próximo ao nível de investimentos da vertical governo, que historicamente sempre foi o mercado que mais investiu nesse segmento, atingindo o percentual de 14% - um ponto percentual acima da média mundial.

Desse total, 45% destinaram-se ao desenvolvimento de software, 35% ao hardware, 19% Telecom e 1% a outras tecnologias – mesma tendência apontada nos estudos anteriores. Avaliando os investimentos e despesas relacionadas à implantação de novas tecnologias, Computação Cognitiva e Analytics despontaram como as que mais demandaram capital em 2016, sendo responsáveis por 24% e 47% do total, respectivamente. Isso demonstra uma tendência, cada vez maior, entre os bancos, de entender o perfil dos seus clientes para melhor atendê-los.

Mobele banking em alta
Fazer transferências bancárias (DOCs e TEDs), pagar contas e consultar de saldo usando somente o celular já pode ser considerado um hábito corriqueiro dos brasileiros. O mobile banking consolidou-se definitivamente como o canal preferido dos brasileiros, tendo sido responsável por 21,9 bilhões das transações bancárias realizadas em 2016 - um crescimento de 96% em relação a 2015.

Considerando apenas as transações com movimentação financeira, o salto foi ainda mais representativo: 140%, passando de 500 milhões, em 2015, para 1,2 bilhão. Em termos de evolução histórica, o volume quadruplicou nos últimos três anos.

O universo da pesquisa envolveu 17 instituições financeiras do Brasil, que representam 91% do mercado. Em termos de participação, o mobile lidera com 34% do total das operações, um aumento de 14 pontos percentuais, seguido pelo internet banking (23%).

Em termos absolutos, o mobile banking foi responsável por 21,9 bilhões de um total de 65 bilhões de operações bancárias no ano passado.

Os dados mostram que 9,5 milhões de clientes já são considerados heavy users no mobile banking, ou seja, realizam mais de 80% de suas operações por esse canal. E o uso do mobile deve crescer ainda mais com o avanço das contas totalmente digitais. Hoje são quase um milhão de contas abertas por meio totalmente eletrônico, sem contato presencial, e a expectativa é que esse número chegue a 3,3 milhões até o final do ano.

De acordo com o estudo, os três tipos de transações realizadas no mobile banking foram: transferências bancárias (DOCs e TEDs), pagamentos de contas e consultas de saldo. Nesse contexto, chama a atenção o primeiro item, que registrou um crescimento de 741% em termos de transações realizadas, se compararmos com 2015.

“A opção dos brasileiros pelo mobile banking reforça a necessidade de investimentos para ampliar e facilitar o uso deste canal e permitir a customização pelo próprio cliente”, comenta Paschoal Pipolo Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros. “Os resultados da pesquisa da Deloitte evidenciam que os bancos brasileiros estão respondendo a esse movimento, mantendo-se na vanguarda tecnológica global”.

Outro dado que chama a atenção foi o crescimento do número total de transações feitas pelos brasileiros em 2016, que atingiu o montante de 65 bilhões, uma alta de 17% em relação a 2015 e a segunda maior nos últimos seis anos. O resultado demonstra que, mesmo num ano desafiante em termos econômicos, o produto bancário permaneceu muito ativo e expressivo e foi fortemente procurado pelos clientes.

O estudo revela também as prioridades dos bancos para o canal para mobile em 2017: melhorar as transações com movimentação financeira (77%); permitir que o cliente customize a exibição dos serviços (54%); e melhorar a acessibilidade (46%).

Já no caso do internet banking, os focos serão as customizações pelo cliente (62%), as melhorias relacionadas à acessibilidade (54%) e proporcionar uma integração multicanal (46%).

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