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Ingram Micro absorve operações da Ação Informática. E agora?

Diego Utge, vice-presidente da distribuidora no Brasil, aponta os rumos da operação da companhia a partir de agora. Confira!

10 de Março de 2016 - 18h05

A Ingram Micro concluiu oficialmente o processo de integração das operações do Grupo Ação Informática no Brasil. O negócio entre as duas empresas foi anunciado em outubro de 2015.

O valor da transação não foi revelado. Contudo, a expectativa era alta. Na ocasião, a projeção era de que uma das principais distribuidoras de ferramentas IBM e Oracle no mercado brasileiro adicionasse nada menos US$ 300 milhões ao faturamento anual de soluções de valor agregado da multinacional.

Diego Utge, vice-presidente e líder da operação da Ingram Micro no Brasil, respondeu algumas perguntas da Computerworld Brasil sobre como funcionarão a operação da companhia a partir de agora. Confira!

Computerworld Brasil – Como fica a estrutura da Ingram Micro com a integração da Ação Informática?

Diego Utge – A estrutura continua a mesma. O que acontece agora é a ampliação das equipes de atendimento aos nossos parceiros e clientes. Uma empresa soma à outra e vamos ter um peso muito grande neste mercado. A integração aconteceu num momento muito positivo, em que a distribuição ganhou mais espaço no país. Nosso objetivo é acelerar ainda mais nossos negócios com produtos e soluções de todos os portes.

Computerworld Brasil – Qual será a estratégia?

Utge – A estratégia é unificar os portfólios e ampliar o leque de ofertas ao canal. A Ação, por exemplo, tem um portfólio e recursos profissionais bastante focados em Governo e projetos. Agora, vamos aproveitar a unificação para oferecer as soluções da Ingram Micro aos canais da Ação e vice-versa.

Computerworld Brasil – Como ficam as reventas que eram da Ação com a integração?

Utge – Todos os canais serão absorvidos em atuação e atendimento conjunto. Com isso, vamos adicionar mais de 500 novas revendas ativas a nossa base de 9 mil parceiros no país.

Computerworld Brasil – Há sobreposição de produtos de fornecedores entre o portfólio das duas empresas. Como fica isso na organização pós-integração?

Utge – Apenas IBM e HP estavam no portfólio das duas empresas. Não haverá uma sobreposição de produtos. As linhas são complementares e ampliam a oferta de produtos e soluções aos clientes.

Computerworld Brasil – Recentemente, a Ingram foi comprada por um grupo chinês. A aquisição da empresa muda algo para a subsidiária no Brasil em termos práticos?

Utge – A venda ao grupo chinês ainda aguarda as devidas aprovações dos órgãos legais e será um excelente negócio pelo qual estamos muito satisfeitos. Não mudará nada na estrutura da companhia (nem no Brasil e nem no mundo). O grupo é enorme e bastante focado na questão de logística. Além disso, um fato nos deixou muito feliz: a venda foi muito bem recebida pelos nossos parceiros tanto no Brasil como em outros países.