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Infraestrutura de rede: O óbvio às vezes é mais difícil

Integração de sistemas e aplicações e o bom andamento da infraestrutura de rede são a base para os negócios

25 de Janeiro de 2017 - 15h30

O sucesso de qualquer negócio depende de alguns fatores e, dentre os mais relevantes, destaco três: o planejamento, comunicação e a execução. Os três passam por TI e podem significar o bem-estar de uma organização. Mas tudo isso passa pela infraestrutura de rede e devemos ficar atentos a ela.

Em qualquer organização existem processos de planejamento e de tomada de decisões e, para isso, deve-se ter fundamentos adequados para que sejam mais eficientes e assertivos. A integração de sistemas e aplicações e o bom andamento da infraestrutura de rede são a base para tudo isso e podem beneficiar uma empresa de diversas formas: aumentar a produtividade devido à facilidade de acesso à informação; permitir processos de decisão competitivos fortemente suportados pela informação recolhida pelo sistema; monitorizar performances anteriores e presentes – formando uma base sólida para as projeções futuras.

Mas é um problema para todos os gestores de TI saber lidar com a necessidade de atualização do parque tecnológico (infraestrutura da rede) a cada dois ou três anos, tendo que diariamente reduzir custos e justificar novos investimentos em tecnologia, principalmente na aquisição de hardware.

Hora certa de substituir o hardware

Mesmo com manutenções e melhorias que ajudam a prolongar o ciclo de vida dos equipamentos da rede, chega um momento que é necessário expandir o parque tecnológico ou mesmo substituir o hardware existente. É importante entender alguns indicadores, pois trocar hardware antes do tempo pode ser desperdício de dinheiro e esperar demais pode acarretar prejuízos muito maiores.

Obsolescência — Às vezes mesmo com os equipamentos em perfeito estado de funcionamento, ela começa a aparecer, pois, a troca de hardware acontece, muitas vezes, devido à implementação de novas funcionalidades e pela adoção de aplicações (ERP, BI e outras) que exigem muita performance e grande poder de processamento. Os executivos vêm como mandatório o investimento gradual em tecnologia – mas isso é simples? É possível?

Orçamento — Para investimentos em infraestrutura de TI se leva em consideração características como vida útil do equipamento e a garantia de funcionamento, ou seja, a disponibilidade da plataforma.

Compra — A preferência de compra se dá normalmente por soluções embarcadas em software e não em hardware – a fim de fugir da obsolescência - pelo menos por um período maior. Outro ponto que merece ser considerado e que encarece a aquisição de nova infraestrutura para TI é a conformidade com as diretrizes de compatibilidade com as aplicações e com a segurança das organizações.

Mas os problemas não param por aí, existem questões externas relacionadas à infraestrutura de conexão e comunicação de prestadores de serviços que devem possuir acesso à internet e aos serviços corporativos da empresa que — devido à burocracia de órgãos reguladores nacionais — emperram a oportunidade de competir e provocam pouca disponibilidade por parte desses ISPs, provocando alta dos preços e a redução da qualidade dos serviços prestados. As empresas muitas vezes ficam reféns de apenas uma operadora em determinadas regiões.

Além disso, os gestores de TI têm que prover e saber lidar com o usuário final que exige cada vez mais flexibilidade no formato de trabalho e mobilidade, assim também pensar na infraestrutura de rede remota. Nesse sentido, é importante ter mecanismos de monitoramento da qualidade de experiência das posições remotas (PAs), considerando o monitoramento contínuo da qualidade das aplicações específicas do negócio, assim como a segurança dos dados da empresa. Não há como garantir que a infraestrutura de acesso à internet por parte deste usuário está sendo utilizada exclusivamente às atividades relacionadas ao trabalho.

Quando se fala em mobilidade corporativa, as palavras de ordem continuam a ser performance e segurança de dados. Várias empresas têm adotado soluções móveis para aumentar a eficiência de equipes de campo, equipes de atendimento e colaboradores remotos. Mas, se de um lado a maior disponibilidade de aplicações de negócios acentuou o interesse por soluções móveis, por outro o aumento de dispositivos com acesso às funcionalidades de negócio também passou a exigir maior controle por parte das empresas. De acordo com a previsão da IDC para 2016, cerca de 50% das companhias apontaram que iriam restringir o BYOD (bring your own device, ou traga seu próprio dispositivo) e mais de 70% delas disseram que iriam adotar algum tipo de controle associado à mobilidade.

Ninguém disse que seria fácil! Esse é o recado para os gestores de TI. Mas é preciso pensar na base, no perfeito andamento da infraestrutura básica de rede antes de incluir inovações na sua lista de desejos, tais como: IoT, hardware como serviço, computação sem servidor, microsserviços executados em contêineres e muito mais. Por isso é importante planejar, comunicar com precisão e executar com base em informações íntegras para embasar corretamente a visão de futuro.

*Tiago Cadorin é gerente de pré-vendas do Grupo Binário.