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Indiana Zoho amplia foco no Brasil e quer ganhar mercado das PMEs

Companhia aposta na Zoho One, sua recém-lançada suíte que reúne 35 aplicativos corporativos ao custo de US$ 30 por mês por usuário

01 de Agosto de 2017 - 05h17

A companhia indiana Zoho Corp. está ampliando seu foco no Brasil e América Latina e se propõe a ser, para as pequenas e médias empresas locais (PMEs), "o sistema operacional dos seus negócios". Na semana passada, seu principal evangelista, Raju Vegesna, visitou o Brasil para anunciar a disponibilidade da sua nova suíte Zoho One, que reúne todos os 35 aplicativos da companhia acessíveis via nuvem, ao custo de US$ 30 por usuário por mês.

Além disso, a companhia vai priorizar seus investimentos no país, abrindo um escritório local, para o qual está em processo de contratação de um diretor, e crescendo de 20 para 100 revendas representantes de seus produtos no Brasil, já que seus negócios no país creceram 50% no último ano. A promessa também é que, com a abertura de um escritório local, a companhia possa cobrar dos usuários em moeda local.

"O Brasil é um mercado prioritário para a Zoho, pois em quantidade de usuários e de clientes o mercado está em quarto lugar a nível mundial, e em primeiro na América Latina. Nós acreditamos que com a abertura da Zoho no Brasil, e com o grande investimento que vai se fazer, esses números vão subir", diz Vegesna.

Zoho One

A proposta de ser "o sistema operacional dos seus negócios", que a Zoho está enfatizando para o Zoho One, vem do fato que a nova suíte incorpora virtualmente todos os aplicativos necessários para rodar uma empresa. E, mais que isso, incorpora TODOS os aplicativos da companhia em um só pacote a um preço muito baixo.

A Zoho está acostumada a oferecer pacotes menores temáticos de suas aplicações (por exemplo o CRM Plus, o Workplace para produtividade office e o Finance Plus) mas essa é a primeira vez que decide colocar todos os seus apps em um só conjunto que chega a custar menos do que alguns dos pacotes menores.

Por 30 dólares por mês por usuário (ou 1 dólar por dia), uma empresa vai poder usar os 35 aplicativos Zoho baseados em nuvem, além de meia duzia de apps nativas e pelo menos 40 apps móveis. Uma das novidades para integrar isso tudo é um um painel de controle administrativo centralizado que permite às empresas gerenciar as aplicações e definir grupos administrativos, bem como atribuir privilégios de acesso e segurança.

Para o lançamento, a Zoho montou um site especial em português e também está dando acesso gratuito experimental de 30 dias para os interessados.

Crescimento agressivo

Fundada na Índia em 1996, a Zoho briga com grandes companhias de aplicativos corporativos de gestão, marketing e produtividade, entre elas Salesforce, Microsoft e Google, pelo mercado PME. Seu fundador, Sridhar Vembu, nunca buscou investimentos de venture capital e a empresa continua privada, desacreditando do dinheiro que tradicionalmente vem dos IPOs (oferta pública de ações). A estimativa do faturamento anual da companhia está em US$ 300 milhões.

A Zoho tem mais de 25 milhões de usuários em todo o mundo, que utilizam um ou mais dos seus 35 aplicativos que cobrem desde os recursos básicos de um pacote office (processador de textos, planilha etc.) até finanças, marketing, vendas, suporte, recursos humanos, comunicação e mobilidade.

Presente no mercado latino-americano desde 2015, a Zoho está de olho nas PMEs da região. Segundo dados da Tecnolatinas, a proliferação de PMEs da região tornou-se o segundo pilar mais forte das economias nacionais. O Brasil tem mais de 14,5 milhões de PME; México, 4 milhões; Argentina, 650.000; Chile, 317.309; Colômbia, 243.093; e Peru, 235.000.

Nesta segunda-feira (31/07), o CEO e fundador da empresa, Sridhar Vembu, participou de uma conversa ao vivo pelo Facebook com usuários do mundo todo, promovida pelo site indiano Inc42, que cobre o mercado de startups da Índia. Você pode conferir mais as ideias do empreendedor nesse link