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Gupy recebe aporte de R$ 1,5 milhão de fundos liderados por fundadores do Peixe Urbano e iFood

Plataforma usa inteligência artificial e people analytics para ajudar empresas no processo de recrutamento e seleção de profissionais

22 de Agosto de 2017 - 16h57

A Gupy, plataforma que usa inteligência artificial e people analytics para ajudar empresas no processo de recrutamento e seleção de profissionais, acaba de receber uma rodada de investimento de R$ 1,5 milhão dos fundos de investimento Canary, criado pelos fundadores do Peixe Urbano, M Square e Printi, e Yellow Ventures, liderado por Patrick Sigrist, fundador do iFood. O aporte ainda conta com dinheiro de investidores-anjos.

Instalada do Campus São Paulo, programa de residentes do Google e selecionada recentemente para o programa de intercâmbio Google For Entrepreneurs Exchange no Canadá, a startup tem como proposta tornar o processo de seleção de talentos fácil e eficiente, reduzindo o tempo de contratação por meio de uma triagem automática. Outro objetivo é diminuir o turnover e oferecer um analytics completo para ajudar departamentos de RH e gestores na tomada de decisão.

“É muito importante para a Gupy, em tão pouco tempo de vida, poder contar com aporte de dois fundos tão interessantes e capitaneados por empreendedores que fundaram startups de renome no Brasil e no mundo, além dos investidores-anjos, que vão nos guiar na expansão da empresa”, pontua Mariana Dias, CEO e cofundadora da empresa. “O investimento será importante para refinar as ferramentas de gestão e inteligência da plataforma e fortalecer nossa frente comercial, impulsionando a Gupy no mercado de recrutamento tech no Brasil”, pontua.

A da plataforma da Gupy pode identificar características do perfil, histórico profissional, habilidades e competências dos candidatos para ranquear aqueles que estão mais próximos ao perfil desejado pelos recrutadores. Com base nas respostas dos usuários, o sistema analisa as informações e, ao fim de cada teste, pode mostrar automaticamente a performance na etapa para aumentar o engajamento do candidato durante o processo.

“Sabemos que uma das frustrações de quem participa desses processos em empresas de médio e grande porte é a falta de respostas. Do outro lado, os recrutadores sentem a necessidade de soluções para tornar o processo mais ágil, eficiente e menos burocrático. Além de gerarmos uma experiência mais positiva para ambos, empoderamos os profissionais de RH, que têm em suas mãos uma ferramenta flexível alinhada com as novas tendências de mercado”, destaca Mariana.

Por meio de um aprendizado contínuo, o sistema estrutura os perfis com base nos aprovados e na performance desses colaboradores para refinar seu ranqueamento. Segundo Mariana, hoje, aproximadamente 60% dos custos das empresas são com as folhas de pagamento. “Os algoritmos podem ajudar na tomada de decisões que tornam todo o processo cada vez mais assertivo e menos dispendioso”, completa.

A empresa, que em 2016 foi acelerada pela Wayra, programa de inovação aberta e empreendedorismo da Telefónica, já conta com clientes de peso, como a Kraft Heinz, Somos Educação e Movile, e espera triplicar de tamanho até o fim do ano. Recentemente, o projeto também foi escolhido pela Accenture Strategy para representar a tendência de digitalização do recrutamento no setor de RH.