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Google terá cabo submarino privado para conectar EUA ao Chile

"Curie" ficará pronto até 2019 e será uma das maiores "rodovias" de dados na região

16 de Janeiro de 2018 - 11h34

Um cabo submariono entre a Califórnia, nos EUA, e o Chile, é o novo investimento do Google. O cabo submarino privado Curie será o nono da empresa em todo o mundo - o primeiro privado - e a previsão é ficar pronto em 2019.

O nome “Curie” é uma homenagem a Marie Curie, cientista de renome que liderou uma série de pesquisas pioneiras no campo da radioatividade. Ela é a única pessoa na história a receber Prêmios Nobel em duas áreas diferentes: Física e Química. Trata-se do o primeiro cabo submarino a chegar no Chile em aproximadamente 20 anos. Uma vez instalado, ele será uma das maiores “rodovias” de dados na região.

A empresa explica que escolheu instalar o Curie na América Latina, pois, embora a região tenha uma boa penetração de internet, ela não é atendida satisfatoriamente pelas conexões de dados internacionais existentes. "Por meio da nova infraestrutura, teremos a oportunidade incrível de receber novos negócios na nuvem e continuar avançando em nosso objetivo de longo prazo de atingir o “Próximo Bilhão” de usuários da internet", afirma a companhia, em comunicado.

Com o Curie, o Google se torna a primeira companhia não especializada em telecomunicações que constrói um cabo privado.

Entre as vantagens de instalar cabos de dados submarinos privados, está tanto a flexibilidade para tomar decisões quanto ao roteamento de dados como a otimização da latência, observando os interesses dos usuários do Google e dos clientes do Google Cloud Platform. "Ao construir uma infraestrutura totalmente privada, diminuímos o número de partes envolvidas, simplificamos o processo de instalação e reduzimos o tempo para que o cabo esteja pronto e funcional. Globalmente, esse tipo de conexão também nos permite planejar novas regiões para o Google Cloud Platform."

Em todo o mundo, a rede do Google tem mais de 100 pontos de presença - entre elas São Paulo. Todas essas “partes” da nuvem estão conectadas por uma grande rede que inclui 11 cabos submarinos e milhares de quilômetros de fibra ótica ao redor do mundo.