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Google recorre de multa de 2,4 bilhões de euros aplicada pela União Europeia

Companhia é acusada de burlar a concorrência ao distorcer resultados de buscas na internet em favor de seu serviço de comparação de preços para compras online Google Shopping

11 de Setembro de 2017 - 17h38

O Google decidiu recorrer da multa recorde de 2,4 bilhões de euros imposta, em junho, pela Comissão Europeia, órgão antitruste da União Europeia. A empresa foi acusada de burlar a concorrência ao distorcer resultados de buscas na internet em favor de seu serviço de comparação de preços para compras online Google Shopping. 

Agora, o Google resolveu apelar em recurso para o Tribunal de Justiça da União Europeia, em Luxemburgo. A empresa se recusou a fornecer mais detalhes sobre o recurso.

A decisão do Google pode ter sido encorajada pelo recente sucesso da Intel em apelar uma multa antitruste de € 1,06 bilhão — o recorde anterior da UE — imposto pela Comissão Europeia em 2009. Fabricante de chips havia sido acusada de ter infringido a lei antitruste do bloco econômico por utilizar o modelo de comercialização conhecido como rebate aos fabricantes de computadores (percentual de desconto sobre o preço de lista dos produtos da empresa àqueles que aderirem ao seu programa de revenda). A Comissão Europeia considerou que a modalidade causa restrições à competição.

A Intel havia perdido a primeira apelação, mas persistiu, e na última quarta-feira, 7, o caso foi reenviado para o tribunal que o rejeitou com as instruções para permitir que a Intel desafiasse mais as provas contra ela.

Já o Google foi considerado culpado por usar o mecanismo de buscas de forma a promover outro serviço, o Google Shopping, anteriormente conhecido como Google Product Search e Froogle, causando a queda de 90% das taxas de tráfego para seus concorrentes.

Foram oito anos para a Intel levar a melhor no julgamento. Mesmo assim, o caso ainda não terminou, então o Google provavelmente terá uma longa batalha legal pela frente.