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Google descobre provas de anúncios comprados por russos para interferir na eleição dos EUA

Segundo informações, o gasto total com anúncios foi de US$ 100 mil, veiculados na ferramenta de buscas do Google, além de no Gmail, YouTube e DoubleClick

09 de Outubro de 2017 - 18h44

O Google descobriu provas de que "agentes russos" gastaram dezenas de milhares de dólares na veiculação de anúncios publicitários em várias plataformas da empresa com objetivo de difundir notícias falsas para interferir no resultado da eleição presidencial dos EUA em 2016 e beneficiar o agora presidente Donal Trump, de acordo com reportagem do The Washington Post, que cita pessoas informadas sobre as investigações realizadas pela empresa.

O Facebook sofreu críticas pesadas nas últimas semanas depois de ter dito que agentes russos haviam pago anúncios para espalhar desinformação política na eleição, e o Twitter também afirmou ter proibido mais de 200 contas ligadas a uma unidade de propaganda russa.

A nova revelação do Google leva à suspeita de que a campanha de propaganda russa ainda pode ser ainda maior.

De acordo com o Washington Post, os anúncios do Google tentaram "espalhar a desinformação" e com múltiplas abordagens. Além de terem sido detectados na ferramenta de buscas do Google, apareceram também em anúncios no Gmail, YouTube e DoubleClick.

O gasto total com anúncios pelos "agentes russos", segundo informações, foi de US$ 100 mil, e não está claro se alguns vieram de "contas russas legítimas". As fontes também não souberam dizer quantos anúncios foram criados ou quantas vezes eles foram clicados.

Neste domingo, 8, o The Daily Beast informou que a Rússia recrutou youtubers para desenvolveram propaganda de desinformação contra Hillary Clinton, ao mesmo tempo em que destacavam um canal pro-Donald Trump no YouTube, que, segundo as fontes, foi apoiado pelo governo russo e banido do Facebook e do YouTube.

O Facebook encontrou cerca de 3 mil propagandas publicitárias ligadas à Rússia, mas se recusou a divulgá-las publicamente, apesar dos pedidos de investigadores do Congresso norte-americano, informou anteriormente o site Business Insider.

Em uma postagem no blog da empresa, em setembro, o chefe de segurança do Facebook disse que os "anúncios e contas pareciam se concentrar na ampliação de mensagens sociais e políticas diversionistas em todo o espectro ideológico".

O vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Mark Warner, disse que a compra de US$ 100 mil em anúncios com ligações russas é apenas "a ponta do iceberg".

Em 1º de novembro, o Facebook, o Twitter e o Google testemunharão em uma audiência pública no Congresso sobre a atividade russa em mídia social e publicidade política.