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Google Cloud adota cobrança por segundo e acirra briga com Amazon

Gigante das buscas vai aplicar a nova modalidade de cobrança aos principais produtos do Google Cloud, incluindo o Compute Engine e App Engine

27 de Setembro de 2017 - 17h58

A batalha feroz que vem sendo travada pelos fornecedores de nuvem ganhou um novo ingrediente nesta semana. Na terça-feira, 26, o Google anunciou que seu serviço na nuvem passará a oferecer cobrança por segundo. O anúncio ocorre poucos dias depois de Amazon Web Service (AWS), o líder do mercado, ter soltado comunicado semelhante.

Segundo a empresa, o novo modelo de cobrança estará disponível imediatamente, num claro golpe à estratégia da AWS, que divulgou que o novo plano de preços começará no dia 2 de outubro.

O gigante das buscas vai aplicar a nova modalidade de cobrança nos principais produtos do Google Cloud, incluindo o Compute Engine, que permite criar e executar máquinas virtuais na infraestrutura do Google, e App Engine, que permite que as empresas desenvolvam software e armazenem nos servidores da empresa. Os clientes serão cobrados por segundo, independentemente de os servidores rodarem Windows ou Linux.

Na verdade, a companhia já cobrava por segundo os clientes do Google Persistent Disks, um serviço de armazenamento em blocos de alto desempenho para o Google Cloud Plataform. O serviço fornece armazenamento em SSD e HDD, os quais podem ser vinculados a instâncias em execução no Compute Engine ou no Google Contêiner Engine.

A AWS adota um modelo um pouco diferentes. O faturamento por segundo aplica-se apenas ao Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), um web service que disponibiliza capacidade computacional segura e redimensionável na nuvem. Ele permite que a empresa pague somente pela capacidade que realmente usa. Anteriormente, a empresa cobrava por hora. O novo modelo de cobrança também se aplica aos servidores virtuais que executam o sistema operacional Linux, o que significa que continuará a faturar o uso de seus servidores Windows por hora.

Segundo analistas, o faturamento por segundo pode ajudar o Google a ser mais competitivo com a Amazon, embora isso não deva afetar drasticamente a posição da concorrente. Mas, de acordo com eles, a “elasticidade”é uma característica essencial de computação em nuvem. Por isso, permitir que o usuário seja cobrado por intervalos menores de tempo pelos recursos é muito importante. Ou seja, se ele precisa um ambiente por apenas 30 minutos, por que pagar por hora, enfatizam os analistas. 

De todo modo, a nova modalidade de cobrança não deve alterar muito a carteira de clientes do Google. “O usuário médio só deve economizar US$ 0,99 por dia com o novo sistema de pagamento”, admite Paul Nash, gerente de produto do grupo do Google Compute Engine, em uma postagem no blog da empresa. "Na maioria dos casos, a diferença entre faturamento por minuto e por segundo é muito pequena; e nós estimamos que seja uma fração de porcentagem", concluiu.