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Gastos com TI no Brasil somam US$ 38 bilhões em 2016

Cifra representa, no entanto, uma queda de 3,6% na comparação com 2015. Estudo da Abes/IDC atribui a desaceleração à crise econômica e à valorização do dólar no período

26 de Junho de 2017 - 17h13

Balanço mundial sobre investimentos em TI mostra um crescimento de 2% em 2016, para US$ 2,03 trilhões. No Brasil, em contrapartida, os investimentos apresentaram desaceleração como impacto direto da crise econômica e da valorização do dólar no período. O total de gastos das empresas com TI no país somou US$ 38 bilhões, um recuo de 3,6% na comparação com 2015.

Para este ano, a previsão é que haja uma recuperação dos investimentos em TI no Brasil, da ordem de 6,7%, o que, se confirmado, representará o dobro do crescimento previsto para o mercado global.

Os dados fazem parte do estudo anual “Mercado Brasileiro de Software e Serviços” da Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software), em parceria com a IDC. Pela primeira vez em 12 anos, desde que o levantamento começou a ser feito pela Abes, o Brasil perdeu duas posições no ranking mundial e passou do 7º para 9º lugar. Desde o primeiro levantamento, em 2005, o país vinha se mantendo na sétima posição. No quadro da América Latina, entretanto, o mercado brasileiro mantém a liderança em investimentos no setor, respondendo por 36,5% da receita total, que foi de US$ 105,3 bilhões.

“A recessão teve impacto direto nos resultados e a alta do dólar puxou a conversão dos números do setor para baixo. Mesmo tendo o Brasil apresentado queda nos investimentos, ainda ocupa um lugar importante, estando no mesmo grupo de países como Alemanha, Estados Unidos e França, o que mostra a relevância do mercado interno de TI”, aponta Jorge Sukarie, presidente do Conselho da Abes.

Nos últimos quatro anos, a distribuição geográfica dos investimentos no Brasil vem demonstrando avanço significativo. Apesar da região Sudeste ainda liderar com 61% (65% em 2012), o Norte avançou de 2% para 6%, enquanto o Nordeste aumentou 3 pontos percentuais, alcançando 11%, e o Sul chegou a 13%, ante 12% em 2012. O Centro-Oeste foi a única região que apresentou queda, passando de 13% para 9%.