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Fundo vai destinar R$ 30 milhões para fomentar tecnologias disruptivas

Parabolt, do grupo gA, vai apoiar o desenvolvimento de soluções tecnológicas para fomentar os negócios a partir do empreendedorismo e do ecossistema de parceiros

09 de Novembro de 2017 - 15h42

O gA (grupo ASSA), especializado transformação digital dos negócios, acaba de anunciar a criação da Parabolt, empresa voltada para a incubação de ideias inovadoras de empresários brasileiros e latino-americanos visando transformá-las em produtos digitais disruptivos.  O objetivo é criar soluções tecnológicas para fomentar os negócios a partir do empreendedorismo e do ecossistema de parceiros na geração de valor. 

A finalidade é trazer inovação ao mercado, bem como incorporar as últimas tendências em tecnologia de ponta e expertise em segmentos da indústria. "A Parabolt já nasce com o nosso DNA da transformação digital, alimentado por 25 anos de experiência. Continuaremos a construir vínculos de valor, fomentar a inovação e o empreendedorismo. Esse mesmo objetivo e a paixão nos levou a iniciar um novo capítulo em nossa história ", destaca Martin Wagmaister, que lidera a iniciativa.

O fundo planeja investir mais de R$ 30 milhões em três anos, distribuídos nas três carteiras: a primeira para desenvolver produtos digitais que geram transformação de negócios e assim acelerar as ideias que surgem dentro do gA e com seus parceiros para convertê-las em produtos comercializáveis, que materializam a abordagem de transformação digital dos negócios, a partir dos conhecimentos dos processos da indústria.

A segunda contempla o ecossistema empresarial — incuba ideias inovadoras com o foco em B2B dos empreendedores, para transformá-las em negócios sustentáveis e companhias formalmente constituídas. Para que isso ocorra, cria um ecossistema ao seu redor, que inclui o setor público, privado (investidores, patrocinadores, mentores) e acadêmico. Pretende criar, portanto, pontes que unem empreendedores latino-americanos com acesso a investimentos e mercados internacionais. 

E a terceira inclui plataformas de inovação com corporações. É um modelo novo de negócio baseado no valor compartilhado que propõe o desenvolvimento de plataformas de incubação escaláveis através da parceria com grandes companhias. A disrupção desse serviço reside em pensar na empresa digital em toda a sua cadeia de valor, integrando o consumer side com o industrial side. Iniciará com cerca de 120 empresários e espera gerar mais de 350 empregos em três anos — 100 empregos diretos e outros 250 empregos indiretos.

Segundo Maxi Cortés, responsável pelas operações da incubadora, "os serviços de conhecimento têm uma capacidade empresarial de grande relevância, talento e inovação. Nesse contexto, a Parabolt é uma plataforma que integra as universidades, as ciências, as pequenas e médias empresas [PMEs], os parceiros tecnológicos e o setor público para ajudar no desenvolvimento das empresas na América Latina".