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Fundo de corporate venture do Bradesco faz primeiros aportes em startups

Lançado na terceira edição do programa inovaBra startups, fundo conta com R$100 milhões de capital do banco

09 de Março de 2017 - 11h30

O Bradesco anuncia os primeiros aportes por meio do Fundo FIP Multiestratégica InovaBra I – Investimento do Exterior, que conta com R$ 100 milhões de capital comprometido pelo próprio banco e permite investimentos em startups no Brasil e no exterior. As primeiras empresas a receberem aporte são Rede Frete Fácil, startup brasileira que desenvolveu uma solução para contratação de fretes rodoviários, e a Semantix, especializada em inovação e transformação digital com foco em computação cognitiva.

O fundo faz parte do InovaBra Ventures, programa de inovação aberta criado pelo próprio banco para apoiar projetos arrojados de startups com soluções aplicáveis ou adaptáveis ao setor financeiro em três áreas. A primeira delas tem como alvo algoritmos e máquinas inteligentes, ou seja, desenvolvimento de sistemas para adição de inteligência, otimização de backoffice e customização em massa. Exemplos: Inteligência artificial, big data/analytics, computação cognitiva, aprendizado de máquina e assistentes virtuais.

Outra área do programa é direcionada a plataformas digitais voltadas para digitalização de serviços e processos com objetivo de redução de custo marginal e melhoria de serviços ao cliente. Exemplos: iniciativas de bancos digitais, empréstimos online, plataformas de recuperação de crédito. Por fim, vem a área de infraestrutura, ou seja, o desenvolvimento de soluções para agilizar e modernizar infraestrutura de processos/sistemas para suportar a velocidade das mudanças tecnológicas. Exemplos: tecnologias de blockchain, cibersegurança, APIs, computação em nuvem e infraestrutura de big data. 

O tíquete de investimento do fundo FIP Multiestratégica InovaBra I – Investimento no Exterior dependerá do grau de maturação da empresa ou avaliação econômico-financeira do negócio, e poderá ter aportes adicionais em casos de novas rodadas ou situações pontuais, avaliadas caso a caso.

O Bradesco deverá liderar e aceitará coinvestidores em todas as rodadas de investimento, quando ocorrer. “Com este modelo buscamos maximizar o retorno investido em participações no capital de startups que apresentam ou possam gerar benefícios estratégicos para o banco”, comenta Mauricio Minas, vice-presidente do Bradesco. “Vale ressaltar que a maioria das oportunidades em fintech, health, insurtech nos estágios de maturação de produto ou expansão são benvindas para discussão”, complenta.

As startups candidatas a receber aporte são oriundas do programa inovaBra startups e de parceiros estratégicos.