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Fraudes no e-commerce registram queda de cerca de 3% no Brasil em 2016

Levantamento da ClearSale revela que a média de fraudes em lojas online foi de 3,05% no ano passado, declínio significativo em relação à média de 4,39% do ano anterior

03 de Agosto de 2017 - 18h34

Games e os telefones celulares são os produtos preferidos pelos criminosos nas fraudes em sites de e-commerce no Brasil, segundo levantamento divulgado pela empresa de soluções antifraude ClearSale. O estudo anual, intitulado "Mapa da Fraude no Brasil", analisou as informações de 85% dos e-commerces do país, entre dezembro de 2015 e novembro de 2016. Outras categorias visadas, de acordo com o levantamento, são os dispositivos de vídeo e foto e aparelhos eletrônicos.

Esses produtos costumam ser escolhidos porque são mais fáceis de serem revendidos pelos cibercriminosos, explica o gerente de soluções e planejamento da ClearSale, Omar Jarouche.

Levando em conta apenas os dados de fraudes em compras realizadas por dispositivos móveis, os games se mantiveram na liderança, com 17,1%, seguidos por celulares, com 12,7%, e os aparelhos de vídeo e foto, com 9,9%. Fecham o Top 5 de fraudes no mobile estão os aparelhos eletrônicos, com 6,1%, e os aparelhos de informática, com 5,6%.

Queda pelo país

Apesar do crescimento nas vendas do setor, a ClearSale registrou uma diminuição geral nas fraudes registradas pelo Brasil entre 2015 e 2016. De acordo com o estudo da empresa, a média de fraudes de bens físicos nas lojas online foi de 3,05% no ano passado, uma queda significativa em relação à média de 4,39% do ano anterior.

As regiões Norte e Nordeste possuem os índices mais altos de fraudes em compras online pelo país, com 6,73% e 4,6%, respectivamente. Enquanto isso, Sul e Sudeste aparecem do lado oposto, com as taxas mais baixas, de 1,72% e 2,76% — o Centro Oeste ficou no meio, com 3,77%.

Mobile

Quando o assunto são as fraudes em aparelhos mobile, as posições permanecem iguais entre as regiões, mas os números são bem mais altos: Norte (11,06%), Nordeste (7,5%), Centro-Oeste (6,3%), Sudeste (5,1%) e Sul (3,1%).

Como esperado, esses índices mais altos pelas regiões também significa que a média de fraudes em compras por dispositivos móveis é maior na média do Brasil, que é de 5,5% — número ligeiramente menor do que o registrado em 2015, de 5,6%.

Cuidados

O gerente da ClearSale destaca que o mais importante é que o consumidor evite que o fraudador tenha acesso aos dados do seu cartão de crédito, seja no mundo virtual ou físico. "Por isso, não custa lembrar que não devemos enviar os dados de pagamento, como número do cartão, data de validade e CVV por meio de mensagens ou e-mails", diz Jarouche.

Outras dicas do especialista incluem não emprestar o cartão de crédito e tomar cuidado em estabelecimentos na hora de pagar, evitando deixar que ele saia de perto na hora do pagamento, já que basta uma foto para as informações mais importantes do cartão serem capturadas.

No mundo online, os cuidados incluem tomar cuidado com mensagens recebidas via e-mail, WhatsApp, ligações ou SMS, com pedidos de cadastro ou fornecimento de dados. O ideal é nunca clicar em nenhum link ou passar as informações para a pessoa da outra linha, preferindo sempre acessar o site oficial do local ou ligar diretamente para o SAC para então confirmar a necessidade de atualizar ou enviar determinados dados.