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Fintech combina inteligência artificial e OCR na triagem de documentos

Mineira Simply, fornecedora de serviços digitais para instituições financeiras quer derrubar processos burocráticos de análise de crédito

18 de Junho de 2017 - 21h27

A startup mineira Simply, uma fintech especializada no fornecimento de serviços digitiais para instituições financeiras, está apostando no uso de Inteligência Artificial (IA) para automatizar tarefas burocráticas de conferências de documentos para análise de crédito e, com isso, reduzir custos e minimizar riscos dos clientes.

Análise de crédito é, historicamente, um processo complicado, manual, lento e burocrático. Enfim, tarefa cara, com brechas de segurança e frequentemente geradora de reclamações de clientes porque exige passar pela checagem de documentos pessoais dos interessados em receber o crédito.

Para fazer um processo de conferência e análise de crédito totalmente digital, a fintech Simply, de Belo Horizonte (MG), criou duas ferramentas - Atomics e S-Works - combinando o uso das tecnologias de automação e nuvem Azure, da Microsoft, com recursos de IA, machine learning e OCR (do inglês Optical Character Recognition, reconhecimento ótico de caracteres).

A Atomics utiliza IA para automatizar processos que antes eram feitos manualmente: ela classifica eletronicamente documentos como RG, CPF, CNH, comprovantes de endereço, contratos e termos de adesão. O sistema é capaz de detectar fraudes como duplicidade e adulteração de documentos, verifica se todos os documentos estão assinados e, no caso de pessoas analfabetas, faz um reconhecimento da impressão digital. Ao final do processo, as imagens dos documentos são convertidas em dados usando OCR.

Uma segunda ferramenta, o S-Works executa eletronicamente as tarefas que vem depois da triagem dos documentos, incluindo checklist, comparação de informações, consultas em sites externos e validação de regras de negócios. Segundo a Simply, a tecnologia pode ser aplicada a diversos produtos financeiros de uma instituição, como os processos abertura de contas, contratação de empréstimos, venda de cartões, entre outros.

“Identificamos em nossas operações que 30% das propostas que os nossos clientes recebem não apresentavam todos os documentos obrigatórios, o que consumia grande esforço manual de conferência. Automatizamos todo o trabalho manual que ainda era feito e simplificamos o processo de análise da documentação. Com essa troca para o digital, diminuímos o tempo de análise da proposta do crédito consignado em 90% e eliminamos o risco envolvido na operação”, explica Roberto Rigotto, fundador e CEO da Simply.