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Facebook, Twitter e YouTube montam base de dados contra terroristas

Microsoft também faz parte da iniciativa, que vai compartilhar hashes dos autores de conteúdos ligados ao terrorismo nesses serviços

06 de Dezembro de 2016 - 13h21

Facebook, Twitter, Microsoft e YouTube irão compartilhar informações de identificação digital de conteúdo violento envolvendo terrorismo que encontrarem nas suas plataformas. Assim, quando removerem “vídeos ou imagens de recrutamento terrorista ou violência terrorista” dos seus serviços, as empresas vão incluir em uma base de dados compartilhada os hashes, ou impressões digitais únicas, desses conteúdos.

Outros participantes podem usar os hashes compartilhados para ajudar a identificar conteúdo correspondente em suas plataformas, fazer revisões em suas respectivas políticas e definições e remover o conteúdo quando for apropriado, segundo um comunicado publicado pelas empresas nesta semana.

“Não há lugar para conteúdo que promova o terrorismo em nossos serviços. Quando alertados, tomaremos ações rápidas contra esse tipo de conteúdo de acordo com as nossas respectivas políticas”, apontam as companhias.

A iniciativa acontece pouco após membros do Comitê de Liberdades Civis do Parlamento Europeu votarem na segunda-feira, 5, uma moção de apoio a iniciativas mais duras contra o terrorismo, incluindo medidas para tirar do ar e bloquear conteúdos que constituam provocação pública para cometer atos terroristas.

Acredita-se que organizações terroristas como o Estado Islâmico (ISIS) usem redes sociais para fazer propaganda, comunicação e atrair novos recrutas.

As empresas esperam compartilhar os hashes até o começo de 2017, depois de o trabalho técnico necessário ser completado. Elas também estão abertas a incluírem outras companhias interessadas em se juntar à iniciativa no futuro.