Internet > Fraudes

Facebook pretende deixar que usuários saibam se seguiram páginas com propaganda russa

Empresa planeja oferecer um portal no qual os usuários poderão verificar se eles se envolveram com páginas relacionadas a propaganda russa durante a eleição presidencial nos EUA no ano passado

24 de Novembro de 2017 - 00h29

O Facebook disse que pretende revelar aos seus milhões de usuários se registraram “curtidas” (likes) ou seguiram qualquer uma das 290 páginas na rede social e o Instagram criadas por russos e apoiadas pela Agência de Pesquisa de Internet do Kremlin com supostas campanhas de desinformação na eleição presidencial nos Estados Unidos no ano passado.

A empresa planeja oferecer um portal no qual os usuários poderão verificar se eles se envolveram com páginas relacionadas a propaganda russa. O portal, que o Facebook diz que será lançado até o final do ano, permitirá aos usuários acompanhar suas “atividades” entre janeiro de 2015 e agosto de 2017, e estará disponível no Centro de Ajuda do Facebook.

As contas em questão faziam parte de um amplo esforço para, nas palavras do Facebook, "os atores russos semearem a divisão e a desconfiança" antes e depois das eleições de 2016. "Eles ostensivamente apoiaram causas políticas americanas em todo o espectro ideológico, e parecem ter obtido alguma adesão entre os usuários reais do Facebook — pelo menos uma página supostamente vinculada à Rússia organizou com êxito cronogramas off-line", disse a empresa ao site The Verge.

A Agência de Pesquisa de Internet também supostamente exibiu milhares de anúncios "divisivos" para 10 milhões de pessoas, muitas vezes direcionando-os para páginas temáticas semelhantes. O Facebook já disse que está tomando medidas para evitar anúncios de qualquer "operação inautêntica", incluindo a verificação dos grupos por trás deles.

O Facebook diz que a criação do portal "faz parte do nosso esforço contínuo para proteger nossas plataformas e as pessoas que as usam de atores ruins que tentam minar nossa democracia". Também é uma maneira de a rede social sinalizar ao Congresso dos EUA que é uma empresa séria em relação à transparência, depois de ser acusada de arrastar as investigações sobre anúncios relacionados à Rússia. Mas, ao que tudo indica, as capacidades da ferramenta são limitadas. Aparentemente, não vai dizer se o usuário viu ou compartilhou postagens das contas, mas apenas se ele se envolveu diretamente com elas.