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Estudo aponta smart cities, saúde e zona rural como áreas prioritárias para IoT

Estudo financiado pelo BNDES subsidiará o Plano Nacional de Internet das Coisas, que deverá ser anunciado até o fim do ano

10 de Julho de 2017 - 17h40

Cidades inteligentes (smart cities), saúde e zona rural. Essas serão as áreas prioritárias de direcionamento de iniciativas e políticas públicas para o desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) no Brasil. Esta é a conclusão da fase 2 do estudo técnico “Internet das Coisas: Um plano de ação para o Brasil”, que é capitaneado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Além dessas três áreas, foram definidos os segmentos das indústrias de base (petróleo e gás e mineração) e manufatureira (têxtil e automotivo) para compor o rol de prioridades, como setores mobilizadores para a indústria em geral. Esses quatro segmentos foram escolhidos devido à sua relevância para a economia brasileira e por sua agenda de inovação já em curso.

As conclusões do estudo — que é financiado pelo BNDES e está sendo desenvolvido por um consórcio liderado pela consultoria McKinsey, com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto Macedo — vão subsidiar o Plano Nacional de Internet das Coisas, que deverá ser anunciado pelo MCTIC até o fim do ano.

A aspiração do Plano Nacional de IoT, definido a partir de contribuições da sociedade recebidas pela internet e diversos fóruns de discussão, é “acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, capaz de aumentar a competitividade da economia, fortalecer as cadeias produtivas nacionais e promover a melhoria da qualidade de vida”.

Para chegar à conclusão sobre os ambientes das Frentes Prioritária e Mobilizadora, a equipe técnica adotou, além da aspiração, critérios como demanda, oferta e capacidade de desenvolvimento de cada segmento. Além disso, foram consideradas experiências internacionais, consultas públicas, eventos com especialistas, fóruns de governança e pesquisas digitais, que foram consolidados pelo comitê gestor do estudo.

Paralelamente, foram definidas as frentes horizontais de trabalho, que perpassam todos os segmentos selecionados. São elas: capital humano; investimento, financiamento e fomento; ambiente de negócios; governança e internacionalização; infraestrutura de conectividade; aspectos regulatórios; privacidade de dados e segurança de dados.

A terceira e última fase do estudo técnico está prevista para terminar em setembro. Nela, serão mapeados os desafios e definidos os planos de ação de cada frente de trabalho proposta para o Plano Nacional de IoT.