Carreira > Empregos

Estados Unidos afirmam que robôs deverão roubar os empregos mais bem pagos

Estudo avalia que profissionais que recebem mais de US$ 40 a hora também encaram possibilidade de serem substituídos

24 de Fevereiro de 2016 - 14h35

Se um robô roubar o seu emprego, bem, não diga que o governo norte-americano não lhe avisou. Conselheiros de economia do governo emitiram uma dura avaliação nessa segunda-feira (22) sobre a direção da tecnologia no país. Segundo eles, a inovação nos Estados Unidos está desacelerando, e gastos federais em pesquisa básica - a semente da inovação - está declinando.

E há uma previsão um tanto problemática, se você ganhar entre US$ 41 mil e US$ 83 mil (US$ 20 e US$ 40 a hora), há uma probabilidade média de que 31% do seu trabalho seja automatizado.

A probabilidade de ser substituído por um sistema robótico é tão alta quanto 83% se você ganhar menos do que US$ 20 a hora. Já aqueles que ganharem mais de US$ 40 a hora também encaram uma leve possibilidade de serem substituído pela automação.

Mas o que o Council of Economic Advisers, uma espécie de Conselho de Assessores Econômicos, não consegue prever eu seu relatório, é a responsabilidade da automação.

A maioria dos economistas, diz o relatório, acredita que a automação levará a salários mais altos, mais consumo e criação de empregos. Mas a questão crítica é que novos trabalhos não estão sendo criados rápido o suficiente para substituírem a perda de empregos.

E a tendência é clara: o uso da robótica na indústria está aumentando.

Fabricantes de automóveis são os maiores usuários, seguidos da indústria de eletrônicos. Sistemas robóticos estão aumentando a produtividade de magnitude semelhante ao impacto que o advento de máquinas a vapor tiveram sobre o crescimento da produtividade do trabalho", diz o relatório.

E vai um porém "interessante", o aumento da automação parece sugerir que a inovação está também aumentando, mas esse não é o caso.

A taxa de nascimento de startups tem diminuído nos últimos 40 anos nos Estados Unidos, diz o estudo.

Startups criam trabalhos a uma taxa mais rápida do que empresas já estabelecidas e também induzem companhias tradicionais a inovarem. Elas são vitais para o crescimento da produtividade.

Jovens empresas que sobrevivem crescem mais rápido do que as empresas estabelecidas, mas há menos startups na economia atualmente do que nos anos 1980, de acordo com o relatório.

A razão para o declínio das startups ainda não está claro, mas pode resultar de um declínio na inovação e produtividade. Isso pode ser devido ao aumento da regulação do governo e de uma consolidação do poder de mercado por meio de fusões e aquisições.

Taxas menores de criação e destruição de trabalhos podem estar reduzindo a rotatividade de trabalho no mercado, onde trabalhadores encontram empregos que melhor combinem com suas habilidades e vice-versa, dessa forma diminuindo a produtividade geral para todas as empresas - jovens e antigas.