Internet

Ericsson e Vivo levarão 4G para venezuelanos em Roraima

Parceria com o Governo Federal visa implementar conectividade na cidade de Pacaraima, porta de entrada de refugiados

16 de Março de 2018 - 09h39

Ericsson e Vivo assinaram, durante o Fórum Econômico Mundial, em São Paulo, um acordo com o Governo Federal, representado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), para o projeto de Conectividade e Inclusão Digital dos imigrantes venezuelanos que diariamente chegam ao Brasil devido à grave crise econômica no país vizinho.

O foco é promover a melhoria da infraestrutura local e viabilizar o registro dos venezuelanos, com a implementação das tecnologias 3G e 4G (substituindo a tecnologia satelital por conexão de microondas) na cidade de Pacaraima, porta de entrada no Brasil por onde chegam, por dia, quase mil venezuelanos.

Ainda, o projeto prevê melhoria da conectividade 4G em pontos estratégicos na cidade de Boa Vista para apoiar os esforços públicos relacionados aos imigrantes e a implantação de um laboratório na Universidade Federal de Roraima (UFRR), para inclusão digital através de cursos de capacitação para os imigrantes.

Auxílio à PF

Em Boa Vista, para onde os venezuelanos seguem para darem entrada ao pedido de asilo para obterem a condição de permanência legal no país, o problema de conectividade também impacta o dia a dia das atividades da Polícia Federal. A instituição não consegue enviar os dados para Brasília, uma vez que a internet usada pelo órgão tem capacidade muito limitada. A conexão de alta velocidade vai auxiliar a PF nessa frente.

Cursos

Ainda, serão realizados cursos profissionalizantes, divididos em módulos com dois meses de duração. Haverá desde cursos mais básicos para inclusão digital até cursos sobre temas mais avançados voltados para pessoas com um nível mínimo de escolaridade. As aulas serão ministradas no laboratório que será instalado na UFRR.

Centro para refugiados

O projeto inclui também a conexão do novo Centro de Referência ao Refugiado e Migrante, que está em fase de instalação no campus da UFRR em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Polícia Federal, com o objetivo de melhorar o atendimento aos venezuelanos e à população local. As instalações atuais não comportam a demanda diária de pedidos de asilo por parte dos venezuelanos, o que tem provocado as cenas desumanas de grande concentração de pessoas dormindo em barracas e abrigos improvisados nos arredores da PF e em espaços públicos da cidade de Roraima.