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Equinix apoia instalação de cabo submarino que liga Brasil aos EUA

Fibra ligará site em Miami a Fortaleza (CE) e Praia Grande (SP), de onde ocorrerá a distribuição do tráfego pela América do Sul

12 de Setembro de 2016 - 12h17

A Equinix foi selecionada pelos investidores da Monet Submarine Cable para apoiar a instalação de um cabo submarino entre Brasil e Estados Unidos. A fibra ótica, prevista para ser entregue em 2017, ligará o site da companhia em Miami a Fortaleza (CE) e Praia Grande (SP), de onde ocorrerá a distribuição do tráfego pela América do Sul

As infraestruturas de chegada dos cabos nas duas cidades brasileiras serão fornecidas, respectivamente, pela Angola Cables e pela Google. O cabo terá seis pares de fibras e tecnologias de transmissão ótica de alta qualidade, com uma capacidade inicial de 60Tb/s.

A partir da ligação em Miami, haverá ainda conectividade sem emendas a muitos sistemas de cabos vizinhos, a fim de estender a capacidade para outros locais da América do Norte e da Europa.

A Monet é propriedade da Algar Telecom, empresa brasileira de telecomunicações, da Angola Cables, companhia angolana de telecom que opera no mercado de varejo, da ANTEL, organização de telecomunicações uruguaia, e da Google.

A Equinix tem visto o aumento nas implantações de cabo submarino como parte de uma tendência crescente, à medida que os cabos existentes chegam ao fim do seu ciclo de vida. A rota Brasil-EUA está sendo cada vez mais usada, uma vez que mais e mais empresas se instalam na América Latina e requerem conectividade de alta largura de banda entre estes mercados.

“Temos visto uma forte demanda de clientes de rede, cloud e conteúdo que desejam aproveitar nosso data center MI3 em Miami para acesso ao mercado latino-americano”, conta Ihab Tarazi, diretor de tecnologia da provedora de serviços de data center.

De acordo a TeleGeography, mais de US$ 1 bilhão serão gastos na construção de cabos submarinos para a América Latina e o Caribe entre 2015 e 2016. Atualmente, mais de 99% do tráfego global de dados é feito por cabos submarinos de fibra ótica, com menos de 1% restante realizado por sistemas de satélite.