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Engajamento e patrocínio da inovação são os desafios dos C-Level

A transformação digital precisa ser apoiada pelos principais executivos da empresa com oferta de diretrizes e autonomia para suas equipes.

05 de Novembro de 2017 - 12h46

Puxado principalmente por projetos de TIC, o mercado de TI deve crescer cerca de 2,5% ainda em 2017. O dado, da IDC, reafirma o potencial de crescimento desse setor ano após ano, mesmo com o cenário econômico mais instável. Acontece que, olhando de maneira mais ampla, a dinâmica do mercado de TI muda rapidamente. Os processos estão cada vez mais ágeis e o volume de informações capturadas é cada vez mais monstruoso.

Para acompanhar essas mudanças as empresas precisam adaptar a forma como faziam (ou fazem ainda) negócios. As organizações devem ser mais dinâmicas e muito menos burocráticas. Os clientes já não buscam apenas por hardwares ou softwares vendidos separadamente para encontrar respostas de suas necessidades. Eles querem (e precisam de) soluções completas, capazes de resolver os desafios de negócios atuais.

Ter um parceiro que entregue a solução do problema é o que todas as companhias desejam. E essa é uma grande oportunidade para fornecedores e desenvolvedores. Automatizar e otimizar processos é fundamental em um cenário como este, repleto de mudanças, e os CEOs, CFOs, CTOs, COOs e todos os c-Level precisam se adaptar para conseguir inovar, de verdade, dentro de suas organizações.

Um bom ponto de partida é mapear todos os processos dentro da companhia e automatizar o máximo de procedimentos operacionais.

Automatizar = produtividade

Imagine treinar toda uma equipe para usar determinado software, passar meses investindo em certificações, e, de repente, surge um outro mais completo no mercado. Com tantas mudanças, isso é um grande risco, claro. Com a automatização, você pula essa etapa de treinamentos e permite, inclusive, que seu time de TI se dedique ao que realmente importa: ações que tragam valor e resultados para o seu core business.

Outro passo importante é a otimização. As empresas precisam mapear todos os seus procedimentos para entender o que pode ter mais desempenho, com menor custo. Metodologias como design thinking e canvas podem ajudar muito nesse sentido. Inclusive, tem sido cada vez mais comum ouvir falar de companhias que fazem hackatons para executar determinados projetos – a companhia chama parceiros, fornecedores e clientes (por que não?) para cocriar e entregar as soluções mais completas possíveis.

A transformação digital tão falada precisa ser colocada em prática através do patrocínio dos principais executivos. Eles precisam estar engajados, oferecer as diretrizes e, ao mesmo tempo, conseguir oferecer autonomia para suas equipes.

Promover a integração de todas as áreas se faz essencial. Hoje em dia, é impossível pensar em uma área de TI que não acompanhe, de perto, os passos do time de negócios da empresa – se isso acontece dentro da sua companhia, é preciso, urgentemente, rever os processos.

Os c-Level não podem deixar de lado, também, a questão da entrega multicanal. Ouvimos muito falar sobre a importância de ser omnichannel, mas algumas companhias ainda não entenderam essa importância. Hoje, são muitos os pontos de contato entre as empresas e seus clientes – e ainda mais, com o cliente do cliente. É preciso garantir que todos os pontos são consistentes e que as informações estão totalmente integradas, desde dados de um SAC para o usuário final até o time de vendas B2B. A empresa é uma só, independentemente da plataforma. A experiência do usuário, seja ele B2C, B2B ou B2B2C, tem que ser a mesma em todos os pontos de contato respeitando suas particularidades.

Os modelos de negócios de TI tradicionais já coexistem com estes novos formatos, claro. É comum ter este período de transição, mas, em algum momento, teremos apenas os novos e é para isso que os c-Level precisam estar atentos e engajados. Vale lembrar, inclusive, a forma como as empresas contratam também mudou. Manter uma equipe de TI multidisciplinar, sempre atualizada, com tantas tecnologias novas e surgindo é muito difícil às vezes inviável. Por isso a importância de ter bons parceiros para conseguir terceirizar essa missão.

Quanto mais colaborativo for o modelo para fazer negócios, melhores serão os resultados. E é nisso que os executivos e as empresas devem apostar daqui para frente. Fazer junto é fazer melhor.

*Antônio Carlos Guimarães é evangelista de cloud da Fujitsu no Brasil