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Empresas globais de TI se unem para capacitação na nova era dos empregos

Iniciativa liderada pelo Fórum Econômico Mundial cria plataforma on-line e gratuita para treinar profissionais

14 de Março de 2018 - 12h38

À medida em que a tecnologia avança e passa a assumir tarefas antes realizadas apenas por humanos, a discussão sobre o impacto nos empregos se faz presente - e necessária. Afinal, qual o futuro das profissões? Perderemos nossas funções profissionais para robôs?

As opiniões são divergentes, mas, nas empresas de tecnologia, é unânime a crença de que diversos empregos deixarão de existir, mas, por outro lado, novos serão criados. No entanto, as novas oportunidades exigem novas competências, as quais a maioria dos profissionais ainda não tem.

Diante deste cenário, o Fórum Econômico Mundial deste ano, em Davos, liderou uma ação com 11 grandes empresas do setor de Tecnologia para ajudar o mercado a preencher lacunas de habilidades e formação, além de discutir a preocupação da sociedade com o deslocamento de empregos decorrente da automação e da quarta revolução industrial.

Para isso, foi criada a iniciativa IT Skills, que une alguns dos principais players do mercado de TI: Accenture, CA Technologies, Cisco, Cognizant, Hewlett Packard Enterprise (HPE), Infosys, Pegasystems, PwC, Salesforce, SAP e Tata Consultancy Services (TCS).

A iniciativa tem como objetivo mudar a vida de um milhão de pessoas ao oferecer treinamentos e recursos no portal SkillSET, plataforma on-line e gratuita que será disponibilizada em abril. Os usuários terão acesso aos materiais de treinamento mais atualizados das principais empresas de TI, que vão desde as habilidades gerais de negócios até tópicos mais avançados, como a segurança cibernética e internet de coisas.

A princípio, a iniciativa estará disponível apenas em inglês para o mercado dos EUA, mas há planos para construir parcerias do setor e do setor público e escalar para outras geografias no próximo ano.

América Latina

Michael Gregoire, CEO da CA Technologies, assumiu a presidência do comitê neste ano - cargo antes ocupado por Chuck Robbins, CEO da Cisco. Gregorie participa nesta semana do Fórum Econômico Mundial na América Latina, realizado em São Paulo, e uma das suas metas é abordar a iniciativa com lideranças da região.

Em conversa com a Computerworld Brasil, o executivo explicou que a plataforma não pretende cumprir papel de escola ou universidade, mas sim auxiliar a complementar a formação de profissionais - sobretudo aqueles mais jovens, com até cinco anos de experiência no mercado de trabalho.

Ele calcula que cerca de 6 milhões de empregos devem deixar de existir nos próximos cinco anos e o foco é que essas pessoas tenham acesso às técnicas que serão criadas com a quarta revolução industrial. "Vai haver perda de empregos com a Indústria 4.0, por isso estamos tentando ajudar pessoas treinamentos. São as habilidades fundamentais para um profissional participar da quarta revolução industrial. A iniciativa está em fase inicial e é um exemplo de consórcio privado para contribuir com o mercado", aponta Gregoire.