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Empresas estão abandonando o BYOD por “segurança”, constata pesquisa

Estudo da CompTIA mostra que 53% das companhias norte-americanas proíbem que funcionários tragam dispositivos pessoais para a empresa

12 de Novembro de 2015 - 10h45

Empresas norte-americanas estão se afastando do BYOD (bring your own device), tendência que começou há cinco anos e que permitia que trabalhadores usassem seus smartphones e tablets pessoais para tarefas de trabalho. Pelo menos é isso o que sugere um novo estudo da CompTIA.

A pesquisa mostra que 53% das companhias proíbem que funcionários tragam seus dispositivos móveis e preferem fornecer smartphones e tablets corporativos para os seus trabalhadores.

“O percentual representa um aumento gradativo da tendência. Em 2013 eram 34%, já em 2014 foram 45% das companhias que proibiram o uso do BYOD”, compara a associação, em um relatório.

De acordo com o levantamento, apenas 7% dos entrevistados disseram que permitem uma política completa BYOD onde a empresa não se responsabiliza por dispositivos. Outros 40% permitem uma política parcial, onde a empresa fornece alguns dispositivos, mas permite que alguns dispositivos pessoais acessem sistemas corporativos.

Entre os motivos apontados para o banimento do BYOD estão a necessidade de aprimoramento tecnológico (43%), a necessidade de centralizar o controle da segurança (35%) e a despreocupação dos usuários com segurança (31%).

"Não é a morte de BYOD, mas existe uma diminuição no uso de BYOD nas empresas", balanceia Tim Herbert, vice-presidente sênior de pesquisa e inteligência de mercado da CompTIA.

A pesquisa "Building Digital Organizations", acompanhou as influências entrelaçadas de dispositivos móveis e computação em nuvem nas empresas. "Cloud e mobilidade representam uma verdadeira revolução", indica o relatório, notando que as duas tecnologias representam 100% de todo o crescimento em gastos com TI em 2015.

De acordo com o estudo, gastos globais com dados sem fio serão de US$ 536 bilhões, enquanto que as vendas de smartphones e tablets chegará a US$ 484 bilhões, além das despesas com cloud, em torno de US$ 118 bilhões.

Nos últimos três anos, a CompTIA pediu que as empresas descrevessem suas abordagens com dispositivos com três opções: 1) Full BYOD, onde a empresa não se responsabiliza pelos dispositivos; 2) Partial BYOD, onde a empresa fornece alguns dispositivos, mas permite que alguns dispositivos pessoais acessem sistemas corporativos; e 3) No BYOD, onde a empresa fornece tudo e não permite a conexão de dispositivos pessoais.

“Há uma tendência clara no sentido de uma política de não BYOD”, observa a associação, sinalizando que as empresas estão descobrindo que podem levar a cabo iniciativas de mobilidade tão bem quanto fornecer dispositivos móveis.

Uma porcentagem dos entrevistados - principalmente as pequenas empresas - elegeram evitar completamente a distribuição de dispositivos.

“Isso pode reduzir a sobrecarga necessária para suporte a dispositivos, mas também levanta questões de segurança e produtividade. Muitas empresas estão optando claramente por resolver essas questões, evitando BYOD”, aponta a CompTIA.

Manter ou não o BYOD, e sob quais circunstâncias e formatos, é uma questão de como as empresas mapeiam esses desafios e como elas pretendem responder a eles. Entretanto, se tornou evidente que estabelecer regras formais para este assunto já é algo que está no topo da lista de prioridades nas companhias.