Cloud Computing > Cloud Pública, Estratégia, Inovação

Empresas economizariam US$ 300 bilhões com cloud, estima Oracle

Mark Hurd, CEO da fabricante, posicionou a computação em nuvem como uma alternativa econômica para corporações

28 de Janeiro de 2016 - 10h48

Mark Hurd, CEO da Oracle, estima que as empresas seriam capazes de economizar até US$ 300 bilhões por ano ao migrar suas infraestruturas de TI para cloud - recurso que poderia ser utilizado para a realização de projetos de inovação, ao invés de ser gasto com manutenção de hardware e software. "Não há motivos para não estar na nuvem", afirma.

O executivo prevê que até 2025, 80% do mercado de aplicativos em nuvem estará nas mãos de apenas dois provedores de nuvem (sendo que um deles é a companhia fundada por Larry Ellison).

Hurd reforça que a pressão para que diretores cortem custos é extrema. No entanto, esses profissionais são pressionados para oferecerem alternativas que garantam um crescimento acelerado de suas organizações.

“A estabilidade média de um executivo nos Estados Unidos é de aproximadamente 4,5 anos, o que significa que eles não têm muito tempo para demonstrar o seu valor”, pontua o CEO. “Há muitos poucos casos em que é possível reduzir custos e elevar o nível de inovação ao mesmo tempo”, diz, para adicionar: “A menos que utilizem a computação em nuvem para liberar o orçamento de TI”.

Não faz muito tempo que a Oracle mudou seu discurso e adaptou suas linhas de produto para um modelo de oferta em cloud. Agora, a fabricante engrossa o coro dos que afirmam que o conceito representa uma oportunidade única para obter mais inovação a um custo menor e de maneira mais simples.

Hurd observa que, ainda que o lucro das empresas listadas na S&P 500 tenha crescido 5% desde 2008, as receitas aumentaram cerca de 1%. Por isso, a conclusão inevitável é que as empresas lucram ao reduzir custos, defende o CEO.

Segundo o executivo, é justamente aí que a computação em nuvem, entra em jogo, já que permite deslocar uma porção significativa dos custos de TI de atividades como a manutenção de hardware e software usados para desenvolver e testar novos aplicativos para a realização de projetos de inovação tecnológica, como a criação de um novo aplicativo móvel para os clientes.

Na sua visão, esta mudança é urgente e necessária, já que 80% do custo total de TI está relacionado com as operações de manutenção. "O percentual de gastos com inovação é mínimo. As empresas que não migrarem para a nuvem, terão uma desvantagem competitiva em comparação com as que mudam suas estruturas de custos para permitir maior inovação", conclui.