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Empresas devem repensar modelos de análise financeira na Era Digital

Ativos intangíveis são cada vez mais importantes, e hoje já representam 80% do valor das empresas que integram o S&P 500 Index

26 de Fevereiro de 2016 - 18h08

CFOs têm que repensar a forma como avaliam a saúde financeira das suas empresas na Era Digital, conclui o estudo The Digital Finance Imperative, patrocinado pela Oracle e realizado pela Chartered Global Management Accountant (CGMA). Participaram 367 gestores em 29 países da Europa, Oriente Médio e África.

De acordo com o estudo, para a maioria das empresas o seu valor é definido pelos ativos intangíveis, como por exemplo a marca ou o sentimento de confiança dos clientes. No entanto, foram poucos os responsáveis financeiros que afirmaram ter acesso a dados que lhes permitam avaliar e monitorar estes fatores críticos para os seus negócios.

Importância dos KPIs

O estudo defende que a aferição do valor comercial dos ativos intangíveis através de KPIs inovadores só irá aumentar na proporção da proliferação dos modelos de negócio baseados em plataformas digitais.

Os ativos intangíveis têm revelado-se cada vez mais importantes nos últimos anos, e hoje já representam 80% do valor das empresas que integram o S&P 500 Index.

A maioria dos executivos participantes do estudo afirmou acreditar que os grandes impulsionadores do crescimento dos seus negócios são o nível de satisfação dos seus clientes (75%), a qualidade dos seus processos de negócio (62%) e o relacionamento com os clientes (62%).

Acesso a dados

Contudo, o estudo conclui que os profissionais da área financeira têm dificuldade em acessar e analisar os dados que digam respeito aos ativos intangíveis.

Por exemplo, apenas 16% dos inquiridos revelaram ser capaz de reunir e analisar dados sobre o nível de confiança dos clientes na empresa, e outros 16% afirmaram ter acesso a dados que permitam medir o impacto das marcas nos seus negócios. Apenas 29% afirmaram ser capazes de aferir a qualidade dos seus processos de negócio.

Quando interrogados sobre a extensão do alinhamento das áreas financeiras nas suas empresas para suportar os novos motores de valor, apenas 10% dos inquiridos revelaram que a área financeira nas suas empresas foi completamente envolvida no fornecimento e avaliação de dados não financeiros relativos à evolução do negócio, no âmbito das estratégias e objetivos traçados.