Big Data

Empresas brasileiras já consideram dados para definição de estratégias de negócios

É o que aponta estudo da Experian, que mostra nos uso de dados por organizações

10 de Abril de 2018 - 14h39

Pesquisa global feita produzida pela Experian com profissionais de quatro países (Brasil, EUA, Inglaterra e Austrália) mostra que 91% das empresas brasileiras consideram dados na definição da estratégia de negócios, número maior que o apresentado em 2017 (86%). O percentual brasileiro também é maior do que o identificado globalmente: 83%.

O estudo “The 2018 Global Data Management Benchmark Report” consultou 1 mil pessoas de companhias com mais de 250 funcionários de diversos setores. A Experian aponta que os resultados retratam que a preocupação com a utilização dos dados vem crescendo ano a ano nas empresas e, hoje, está no centro das decisões.

Fernando Rosolem, gerente sênior de soluções da Serasa Experian, destaca que cada vez mais as empresas estão percebendo que os dados não são mais apenas uma informação administrada pela área de TI. "Dados com qualidade devem permear toda a companhia para que possam ser adequadamente analisados e, assim, utilizados nas decisões estratégicas", comenta.

Mesmo com essa evolução mostrada pela pesquisa, as organizações ainda têm muito trabalho a fazer para alcançar um nível ideal de maturidade do gerenciamento de dados. Rosolem indica que, para atingir essa maturidade, é preciso construir confiança nos dados, pois a capacidade de tomar decisões estratégicas, reduzir riscos e até trazer produtos inovadores para o mercado exige informações confiáveis.

Erro humano

Reduzir o erro humano é outra necessidade apontada na pesquisa para que o mercado atinja a maturidade e melhor aproveitamento dos dados. Globalmente, esse foi o fator mais apontado pelos entrevistados entre os que mais contribuem pela imprecisão dos dados. Na pesquisa divulgada em 2017, erro humano também aparecia como sendo a maior causa dos dados imprecisos.

Se compararmos os resultados de 2016 com 2017, houve uma queda de 23 pontos percentuais na indicação deste fator pelos entrevistados; mesmo assim, o erro humano continuou como primeiro da lista de fatores de imprecisão. "O principal motivo da queda, no ano passado, está relacionado a investimentos que as organizações fizeram em treinamentos, profissionais e tecnologias adequadas para prevenir esse tipo de erro. No entanto, o percentual voltou a crescer neste ano por conta do aumento do volume e variedade de dados disponíveis", lembra Rosolem.

Especialistas

A tendência agora é que, para sobreviver no cenário de transformação digital e estratégia orientada pelos dados, as organizações busquem novos processos e soluções tecnológicas que acompanhem as demandas de negócios. Outro ponto é que as empresas passam a investir cada vez mais em profissionais especialistas, como os cientistas de dados e o CDO (Chief Data Officer).

A Serasa Experian, por exemplo, criou o cargo de CDO em abril de 2016, ocupado desde então por Rodrigo Sanchez. “Estamos vivendo um momento de proliferação de dados de muitas fontes diferentes. Neste cenário, as empresas precisam ter uma visão centralizada das informações para conseguirem aproveitar melhor as oportunidades existentes”, afirma. Atualmente a área de estratégia e gestão de dados, comandada por Sanchez, já tem cerca de 300 pessoas, dada a importância estratégica do assunto dentro da companhia. A área engloba, também, o laboratório de inovação da Serasa – DataLab – o terceiro no mundo (os outros ficam em Londres, na Inglaterra, e San Diego, nos EUA).