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Empresas brasileiras avaliam que qualidade de dados estimula confiança do consumidor

Levantamento global da Experian também aponta que 83% dos brasileiros enxergam melhorias na eficiência das campanhas após aprimorar o uso de soluções de qualidade de dados

09 de Março de 2017 - 17h28

Uma pesquisa realizada pela Experian com 1,4 mil profissionais de oito países, incluindo o Brasil, das áreas de TI, marketing, vendas, entre outras, revela que 83% dos entrevistados brasileiros enxergam melhorias significativas na eficiência das ações após aprimorar suas soluções de qualidade de dados. No entanto, 32% dos profissionais consultados apontam o erro humano, a falta de recursos internos e a falta de comunicação entre os departamentos como as maiores causas de dados imprecisos. Globalmente, 33% dos entrevistados apontam o erro humano como a maior causa de dados inexatos.

Atualmente, as empresas reconhecem que a percepção da marca e a lealdade dos clientes dependem da experiência proporcionada pelas empresas. Globalmente, 50% das empresas utilizam os dados para melhorar o atendimento e proporcionar melhores experiências. No Brasil, este percentual é ainda maior (79%). Além disso, 72% dos entrevistados do país acreditam que a qualidade de dados estimula a confiança do consumidor.

“Os profissionais brasileiros já enxergam que uma estratégia bem-sucedida depende da implementação de boas políticas e gestão de qualidade de dados. Eles também esperam usar seus dados para aumentar a receita e melhorar o atendimento ao cliente”, explica Michelle Carneiro, gerente de produtos da Serasa Experian.

Globalmente, os problemas de qualidade das informações estão entre os principais fatores de atraso em seus projetos de migração de dados para 40% dos profissionais, seguido pela falta de padronização (35%), questões relacionadas a orçamento (29%) e uso de ferramentas ineficazes (26%). Porém, de acordo com 51% dos entrevistados, os problemas podem ser reduzidos a partir de uma melhor comunicação. Já 47% acreditam que há solução por meio de melhorias na qualidade dos dados e 40% acreditam na utilização de ferramentas mais inovadoras para gerenciá-los.

Para 57% dos profissionais brasileiros o maior risco de não ter dados confiáveis pode impactar na fidelidade ou satisfação dos clientes, seguido pelo non compliance e regulação e, ainda, a perda de receita de clientes, que empatam em 46%.

Apesar dos desafios, Michelle avalia que a pesquisa mostra que as empresas estão cada vez mais maduras nos assuntos relacionados à qualidade de dados, investindo para que a gestão seja feita de forma centralizada. “Daqui para a frente, aumentar as práticas de gerenciamento de dados e governança será ainda mais importante. Isso irá assegurar que as empresas consigam impulsionar oportunidades para elas e para seus clientes”, afirma.