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Empresas brasileiras apostam em análise forense de dados para auditoria

Líderes se protegem contra fraudes e corrupção, mostra estudo

23 de Fevereiro de 2018 - 12h50

A pesquisa Global Forensic Data Analytics Survey 2018, realizada pela EY (Ernst & Young), mostra que o uso de análise forense de dados (FDA) é apontado por 59% dos entrevistados como muito efetivo em investigações internas nas suas organizações. O levantamento, realizado com 745 executivos de 19 países, incluindo o Brasil, aponta que o uso da FDA de fato auxilia de forma eficaz no gerenciamento de riscos de corrupção e proteção e privacidade de informações.

No Brasil, 40% dos entrevistados estão mais preocupados com a corrupção dentro das empresas, enquanto globalmente o percentual é de 14%. Globalmente, somente 31% reconhecem a efetividade da ferramenta para esse tipo de investigação. Todos os entrevistados do País afirmam que o uso de FDA agiliza a tomada de decisão nas investigações realizadas e 90% afirmam que a ferramenta traz mais transparência para o negócio.

A adoção da técnica, para 14% dos entrevistados, vem sendo realizada com a automação de processos por meio da robotização (RPA) para gerenciamento de riscos legais, de compliance e de fraudes. E outros 39% afirmam que eles provavelmente adotarão RPA nos próximos 12 meses, seguido de Inteligência Artificial com 38%.

Impactos da GDPR

Até o fim de maio deste ano, todas as empresas envolvidas com a manipulação e tratamento de dados pessoais dos cidadãos da União Europeia terão de cumprir novos requisitos legais, estabelecidos na regulamentação conhecida pela GDPR (General Data Protection Regulation). De acordo com a pesquisa, no Brasil apenas 38% afirmam conhecer o regulamento e 3% dos entrevistados estão analisando a implantação de um plano para cumprimento da regra. Globalmente, apenas 33% dos entrevistados possuem um plano para cumprir a GDPR.